Publicado 06 de Julho de 2015 - 21h59

Por Zeza Amaral

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Lionel Messi assinou a máxima: é o melhor jogador do mundo de um clube. Neymar e Cristiano Ronaldo, idem. E a Seleção Chilena levantou o caneco da Copa América. E a Ponte Preta, que trocou o Majestoso por conta de um milhão de dinheiro, segue a sina de resolver seu problema de caixa e de alguns empresários; tudo dentro da lei da grana, é claro, mas sem nenhum respeito por nossas dores ponte-pretanas.

É do jogo e da vida, bem sei, mas, às vezes, é bom não exagerar na dose, que bem pode matar o paciente e macular o currículo do médico.

Futebol tem uma magia que ninguém conhece. A não ser um Pelé, um Garrincha, Puskas e tantos outros saudosos palhaços do grande circo do futebol. Jogavam pelo prazer de enfiar uma bola no contrapé do zagueiro, do goleiro, dar um drible de corpo, enfiar uma bola a quarenta metros, batendo de três dedos, e isso tudo é um passado que ainda está na memória das minhas retinas — portanto, tudo segue no presente, vivo que estou e aguardando que alguém salve o futebol brasileiro, inglês, francês, italiano, pois tudo é futebol, tudo tem de ser prazeroso para quem paga ingresso de arquibancada, tevê a cabo, sem contar os que nem gostam de futebol mas que compram refrigerantes, cervejas e indumentárias esportivas, globalizando assim um circo de altos investimentos publicitários.

Fico só no futebol. E Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo seguem suas vidas profissionais sendo eleitos os melhores de seus clubes. A crônica esportiva internacional têm seus interesses nessa jogada de competentes marqueteiros. Afinal, uma chuteira esculpida pode valer milhões de euros quando erguida em salão refrigerado e coberto por um tapete vermelho, mas, na vida da bola rolando, em campeonatos de seleções, pisando a velha grama já maltratada por muitos, se revelam ídolos de pés de barro, mamulengos do jogo marqueteiro, tocando de lado, sem entender que a bola é de couro, e que bem merece ser tratada com pés românticos, precisos no carinho, o que, em suma, faz do futebol uma dança que recria a sua coreografia a cada momento.

Por falar em alegria e dança, no próximo 11 de junho, sábado, o Jongo Dito Ribeiro vai realizar o seu 12<SC210,186> Arraial Afrojulino. Vai rolar o que há de melhor da nossa cultura brasileira. Inclusive canja e canelinha. A festa vai acontecer na Casa de Cultura Fazenda Roseira, em frente ao Hospital da Pucc II. Começa às 12h e só termina quando o bom Sol brasileiro clarear um novo dia. Estarei lá.

Bom dia.

Escrito por:

Zeza Amaral