Publicado 16 de Julho de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

O presidente da Câmara de Campinas, Rafa Zimbaldi (PP), disse ontem que não enterrou a proposta de criação da Polícia Legislativa e que tem analisado o impacto financeiro que a equipe pode causar aos cofres da Casa.

A proposta de criar uma força policial específica surgiu em conjunto com a Secretaria de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública e, segundo o pepista, para evitar que em todas as sessões mais quentes a Guarda Municipal tenha que fazer a segurança na Casa.

Os custos

O custo estimado para criar a polícia da Câmara é de R$ 1 milhão, o que inclui o pagamento de pelo menos 12 guardas e custos do armamento. A equipe seria treinada pela Guarda Municipal e atuaria apenas durante os atos do Legislativo e não na segurança patrimonial, que já conta com uma equipe própria na Câmara e também tem seus gastos. O projeto, segundo Rafa, ainda precisa ser detalhado e, devido ao custo, deve ficar para o ano que vem.

Frase

Nós ainda vamos avaliar os custos da criação da Polícia Legislativa, mas considero que essa é a saída para evitar que a Guarda seja sempre acionada. (Do presidente da Câmara, Rafa Zimbaldi (PP), sobre a criação de um grupo próprio de guardas para preservar a Câmara e os vereadores).

Blindagem

Os políticos tentam se proteger como podem da onda de protestos que ronda o Brasil há alguns anos. Os atos, que antes eram praticados sem muito segredo ou cuidado, agora dependem de manobras muito bem articuladas para impedir grandes protestos e ataques. Na Câmara de Campinas, por enquanto, a Guarda Municipal tem feito esse papel. Vale lembrar mais uma vez que as grades continuam no plenário e que a entrada do público é limitada para evitar que as manifestações saiam do controle.

Também

Em Brasília tem acontecido a mesma coisa. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), libera senhas para o público acompanhar as votações. Daqui a pouco os políticos criarão um bunker para tomar decisões não muito populares. Como já disse uma ex-vereadora de Campinas, “os políticos são autoridades e precisam do máximo respeito e proteção”.

Vai pagar

A venda da folha de pagamento da Prefeitura de Campinas para o Banco Bradesco, oficializada recententemente pelo Executivo, garantiu, segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB), o pagamento do 13<SC210,186> dos servidores. O total que a Administração vai receber pela venda é R$ 64 milhões.

Parceria

O peessebista afirmou que a parceria com o Bradesco promete ser boa para o funcionalismo e que o banco quer usar Campinas como vitrine. Resta agora a instituição financeira convencer os servidores a não buscar a portabilidade.

Férias

Os vereadores de Monte Mor votaram na última sessão ordinária antes do recesso as contas reprovadas do ex-prefeito Rodrigo Maia (PSDB). Sim, a sessão foi ordinária. Isso porque o recesso só começou na terça-feira. E eles prometem voltar ao trabalho no dia 3 de agosto. Na maioria das câmaras, inclusive a de Campinas, o recesso começou no início de julho. Um mês de férias das sessões e de dores de cabeça.

Chacina

A CPI da Violência contra Jovens Negros e Pobres aprovou ontem o seu relatório final. Um dos pedidos é o de federalização das investigações e processo judicial da chacina que vitimou 12 pessoas em Campinas, em janeiro de 2014. O pedido foi incluído após negociação do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) e do vereador campineiro Gustavo Petta, também do PCdoB. O pedido foi feito ao Ministério Público Federal (MPF) que vai decidir se entra com a solicitação na Justiça

para que o caso seja investigado na esfera federal.

COLABOROU ERIC ROCHA/AAN

Escrito por:

Milene Moreto