Publicado 15 de Julho de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

A Câmara de Campinas fez um adendo na licitação para contratar a empresa que fará o seguro do prédio e colocou na previsão da cobertura eventuais danos causados por tumultos e greves. Se houver protesto e se a estrutura ou os equipamentos da Casa forem danificados, a cobertura prevista é de R$ 220 mil. Segundo informações do Legislativo, a medida visa garantir que a Câmara tenha recursos para bancar eventuais “estragos” causados durante debates mais quentes.

Quebradeira

Em 2013, em meio às manifestações que tomaram as ruas de Campinas, um grupo ocupou o plenário da Câmara, depredou o espaço, os equipamentos e mobiliários da Casa. O Legislativo ainda busca na Justiça o ressarcimento

aos danos causados. Ultimamente, a Casa limitou a participação de manifestantes e instalou grades que separam o público dos parlamentares. Chegaram até a pensar na Polícia Legislativa.

Frase

Se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado? (Do senador e ex-presidente da República, Fernando Collor, sobre a busca e apreensão feita em sua casa ontem).

A polícia

A proposta da Polícia Legislativa naufragou devido ao alto custo para sua implementação. Nas sessões mais tensas e na iminência de protestos, os parlamentares gritam por socorro à Guarda Municipal.

Não gostamos

Por falar em Polícia Legislativa, a que cuida do Senado ficou um pouco brava ontem por causa da Polícia Federal, que fez busca e apreensão na residência dos senadores Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra (PSB-PE). A PF não teria apresentado os mandados de segurança, o que tornaria a operação ilegal.

O caçador de marajás

Na Casa da Dinda, residência do ex-presidente da República Fernando Collor, a polícia apreendeu um Porsche, uma Ferrari e um Lamborghini. Os veículos recolhidos revelaram o estilo de vida do ex-presidente. O grupo investigado pela PF desta vez inclui três senadores, um deputado federal e um ex-ministro. A operação investiga envolvimento dos políticos em esquemas de desvios na Petrobras.

Controle

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), vai instalar o cartão ponto no Hospital Mario Gatti no mês que vem. A unidade será a primeira a receber os equipamentos de controle de frequência dos funcionários que, posteriormente, serão colocados em todos os setores da Administração. Segundo Jonas, a medida trará benefícios para o trabalhador e para a população.

O início

O controle da frequência dos funcionários passou a ser discutido na cidade após inúmeros problemas relacionados aos médicos, que faltavam aos plantões e deixavam a população desassistida. Jonas disse que o problema agora está contornado e todos os profissionais da rede estão cumprindo seus compromissos.

Amor

O prefeito também elogiou a atuação dos médicos cubanos. O peessebista afirmou que o grupo está perfeitamente adaptado e que alguns, mais à vontade, já estão até namorando.

Reprovou

Os vereadores de Monte Mor rejeitaram na última segunda-feira as contas de 2011 do ex-prefeito Rodrigo Maia (PSDB). O parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo foi mantido por sete votos a favor e quatro contrários. O tribunal rejeitou as contas pela aplicação de 22,39% do orçamento em Educação — estabelecido é o mínimo de 25%. Outro apontamento do TCE na gestão de Maia foi a existência de cargos em comissão sem as características de direção, assessoramento e chefia.

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Milene Moreto