Publicado 13 de Julho de 2015 - 5h14

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

Esta coluna foi escrita com a participação da redação do Grupo RAC. A colunista estava de folga.

O processo administrativo aberto pela Prefeitura de Campinas em maio para apurar possível descaso da Socicam na gestão da Terminal Rodoviário Ramos de Azevedo ainda não teve os resultados divulgados. O procedimento pode levar a uma multa de até R$ 30 mil e, em caso extremo, ao rompimento justificado do contrato de concessão. A empresa apresentou a defesa em junho, porém, mais de um mês depois, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) ainda não deu revelou seu parecer.

Apuração

O Correio fez desde setembro do ano passado reportagens relatando problemas na rodoviária. Apenas as escadas rolantes quebraram três vezes só em 2015. Em uma das ocasiões, em abril, ficou mais de uma semana sem funcionar. O forro do saguão ficou duas semanas com goteiras, no mesmo mês. Usuários reclamam ainda do preço e da in segurança do estacionamento, além de banheiros sujos e poucos guichês de compra de passagens.

Você pode ir à missa aos domingos, mas, se não tem coração solidário, se não sabe o que acontece em sua cidade, a fé ou está doente ou está morta.”

Do papa Francisco em discurso ontem durante visita ao Paraguai.

Terra de ninguém

Já os motoristas dos ônibus temem acidentes e danos aos veículos por conta de ondulações grosseiras no asfalto da entrada exclusiva da rodoviária e do Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira. Eles relatam que as falhas detonam pneus e rodas. Misteriosamente, nem a Prefeitura, nem a Socicam e nem a Transurc se responsabilizam pela área.

Empurra

A Administração alega que a via é área de concessão. A Socicam, por sua vez, afirma que o local não faz parte de sua gestão. O mesmo diz a Transurc. Desde 2012, empresas de ônibus pedem o conserto do asfalto.

Parque das Águas

O secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Dimas Paulella, garantiu ontem que os trabalhos de desassoreamento dos lagos do Parque das Águas, no Parque Jambeiro, começam nesta semana. Hoje, ele fará uma visita técnica no local.

Agonia

As lagoas agonizam com a pouca água e há dois anos a Prefeitura promete solucionar o problema. O processo de assoreamento deixou um dos lagos completamente seco, com apenas um fio d’água entrecortando a areia. Outro, que ostenta milhares de flores de Lótus no Verão, está com a lâmina de água com poucos centímetros. A máquina que irá retirar os sedimentos das águas vem de São Paulo, e custa R$ 300 a hora.

Taquaral

Outra lagoa que agoniza com o assoreamento é a do Parque Portugal, no Taquaral. Paulella garantiu que no local, a operação começa em agosto.

Lição de fé

O papa Francisco criticou a “fé não solidária” e “mentirosa” de quem vai à missa, mas não sabe o que ocorre nas periferias, ao visitar aos moradores de Bañado Norte, um dos bairros mais pobres da capital do Paraguai. Após caminhar pelas ruas desse subúrbio de Assunção, onde vivem 23 mil famílias, Francisco afirmou que “uma fé que não tem solidariedade é uma fé morta”.

Dirceu na lista

A Polícia Federal incluiu a JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, em um grupo de 31 empresas “suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro” em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco — construção iniciada em 2007, que deveria custar R$ 4 bilhões e consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobras. O documento é o primeiro de uma série de perícias técnicas da PF que aponta um porcentual de desvios na Petrobras de até 20% do valor de contratos.

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