Publicado 11 de Julho de 2015 - 18h00

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

A divulgação dos salários dos servidores da Unicamp depois de uma determinação da Justiça marca o fim de um tempo em que o assunto foi tratado como sigiloso. Com ela, foi possível saber que pelo menos 800 dos 14 mil funcionários ganham mais de R$ 21,6 mil, que é o salário bruto do governador Geraldo Alckmin (PSDB), fixado como teto para o funcionalismo. Mas a divulgação ainda precisa ser aprimorada, já que seria preciso, para atender à Justiça, colocar a relação nominal dos servidores e os vencimentos.

Salários

A exceção para o teto dos salários é para os procuradores, que seguem o limite da categoria, estabelecido em R$ 30,3 mil. Mas, mesmo assim, há casos que chamam bastante a atenção. O procurador-geral da universidade, Octacílio Machado Ribeiro, por exemplo, tem o segundo maior salário bruto da lista: R$ 60,3 mil. O valor é praticamente o dobro do teto da categoria e três vezes mais do que o salário do governador Alckmin.

Frase

"O objetivo é manter a meta (fiscal). Nós ainda não decidimos sobre isso. Agora, a gente avalia sempre, e vamos fazer todos os esforços para manter a meta.” Dilma Rousseff, sobre o ajuste fiscal para controlar as contas públicas.

Apreensão

Há uma apreensão geral com relação ao possível corte dos salários acima do teto nas universidades paulistas. Para especialistas, fixar o valor com base nos R$ 21,6 mil que recebe o governador pode provocar a saída de professores e pesquisadores de ponta, que poderiam migrar para outras instituições em busca de melhores remunerações.

Outras esferas

Mas o assunto já circula em outras esferas — e não é de hoje. O Tribunal de Contas do Estado rejeita, desde 2013, as contas da Unicamp por conta do pagamento de salários acima do limite estabelecido por lei. O atual reitor, José Tadeu Jorge, teve problemas com o assunto entre 2005 e 2009, em sua primeira gestão.

Explicação

Uma das explicações para os altos salários é a concessão de benefícios, que acabaram ficando incorporados aos vencimentos originais dos funcionários das universidades. Porém, a partir de outubro de 2014, uma decisão do Supremo determinou o corte dos salários acima do limite.

Sumaré

A 3ª Vara Cível de Sumaré negou pedido da prefeita Cristina Carrara (PSDB) para que fossem apreendidos cartazes colados por moradores da ocupação Vila Soma, com a sua foto e a inscrição “procurada”. Cerca de 5 mil cartazes foram espalhados pelas principais ruas e avenidas da cidade. Eles criticam a postura da tucana na condução do processo e dizem que não há diálogo com Cristina.

Bom Prato

O deputado estadual Edmir Chedid (DEM) encaminhou ofício para a Secretaria de Desenvolvimento Social de São Paulo, solicitando a instalação de uma unidade do Bom Prato no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp. Segundo o parlamentar, o hospital recebe milhares de pessoas de baixa renda de várias cidades vizinhas, que não possuem condições de custear uma refeição nos restaurantes do entorno. A rede Bom Prato oferece alimentação ao preço de R$ 3,25, e beneficiaria também a comunidade acadêmica.

Maioridade

A questão da maioridade penal continua dando pano para manga em Brasília. Ontem foi a vez do Supremo Tribunal Federal (STF) entrar no assunto. O ministro Celso de Mello, que estava de plantão, negou pedido de um grupo de 102 deputados para suspender a tramitação na Câmara e impedir a votação, em segundo turno, de uma proposta de mudança na Constituição que reduz a maioridade de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal grave.

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Milene Moreto