Publicado 09 de Julho de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

O processo de recriação do PL (Partido Liberal), nova legenda sob a articulação do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, está avançado. Foram registradas até o momento 409 mil assinaturas de um total de 490 mil necessárias para a consolidação do novo partido.

A estimativa dos entusiastas da nova sigla é que a formalização ocorra até o mês que vem. Segundo interlocutores do PL, o processo está na mesma etapa

da Rede de Sustentabilidade de Marina Silva.

Quem vai?

A estimativa é que o PL receba muitos filiados do PSD e políticos que estão insatisfeitos com a condição atual. Quem está bem próximo do processo de criação garante que as legendas não passarão pela fusão e que haverá apenas um entendimento ideológico bem próximo. Em Campinas, após sua criação, o PL deverá ter no seu comando um político com capacidade para um bom desempenho nas eleições do ano que vem, na candidatura a prefeito.

Frase

Há propostas do Senado que vão tramitar separadas e que virão para cá para serem apreciadas à parte da nossa emenda constitucional. (Do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMRB-RJ), sobre as propostas da reforma política no Senado).

Crises

A cidade de Paulínia amarga uma dívida de aproximadamente R$ 196 milhões, mas esta semana o pessoal da Prefeitura comemorou a retomada da “ficha limpa de crédito”. Segundo o prefeito José Pavan Junior (PSB), a nova Certidão Negativa de Débitos (CND) foi emitida pela Secretaria de Receita Federal. Mas para o chefe do Executivo isso teve um custo, pois a administração precisou pagar dívida de aproximadamente R$ 5 milhões, de 2014, deixada pela Administração passada junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Convênios

A CND tem grande importância para continuidade e manutenção de convênios e transferências de recursos vinculados junto aos governos Federal e Estadual, e ainda é item obrigatório para o Cadastro Único de Convênios (Cauc) para captação de recursos de programas e projetos para diversas áreas. Sem o documento, as prefeituras ficam mais amarradas do que já estão por causa da crise econômica, o que tem resultado na baixa capacidade investimentos.

Agora é com o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da reforma política. A proposta segue agora para o Senado. O alarde foi grande sobre o debate de novas regras, mas a votação não avançou em pontos importantes, como a proibição do financiamento privado de campanha, o que poderia reduzir a troca de favores na forma de contratos com as grandes empresas do País. Reduziria, por exemplo, situações idênticas às que vieram à tona na operação Lava Jato.

O que passou?

No texto aprovado no empenho dos parlamentares está o fim da reeleição, o mandato de cinco anos, a permissão de doações de empresas para partidos e a impressão dos votos registrados em urna eletrônica. Outra medida aprovada pelos deputados é a que prevê que as resoluções e atos normativos adotados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente terão validade após 18 meses da data da sua vigência. Um fôlego para os políticos.

A inflação no semáforo

Os tempos estão bicudos. Na política, a crise anda tirando o sono de muita gente. Na economia, a inflação galopa a passos largos. É só verificar o poder de compra no supermercado. Mas o que ninguém imaginava já está acontecendo. Vendedores de balinhas nas esquinas de Campinas, que antes ofereciam seus saquinhos a

R$ 1, passaram a comercializá-los a R$ 1,50, um salto de incríveis 50% de aumento, índice similar ao da energia elétrica. Seria o impacto da cadeia produtiva ou pura exploração da bondade alheia? A conferir!

Escrito por:

Milene Moreto