Publicado 07 de Julho de 2015 - 21h01

Por Adriana Ferezim

Cavalo ficou 10 h no terreno baldio e depois de três horas ele foi retirado do local e levado para o curral

Divulgação

Cavalo ficou 10 h no terreno baldio e depois de três horas ele foi retirado do local e levado para o curral

Maus-tratos, agonia, dificuldade de resgate. Foi essa a situação de um cavalo que estava em um terreno baldio, desde a noite de segunda-feira (6), e que só foi resgatado na tarde de terça-feira (7), com um caminhão da Secretaria Municipal de Obras (Semob), depois que seis pessoas se uniram para arrastar o animal, após amarrá-lo em um colchão.

O fato aconteceu na Rua Virgílio Furlan, na Pauliceia, em Piracicaba, e o problema só foi solucionado por volta das 16h. Toda a ação foi acompanhada pelo vereador Laércio Trevisan Júnior, que disse que irá entrar com uma representação para abertura de inquérito civil, no Ministério Público, por omissão continuada. É que, segundo ele, há três anos tenta fazer com que a prefeitura compre outro caminhão para resgate de animais de grande porte - inclusive fez uma emenda no ano passado -, mas até agora permanece sem resposta.

O caso, de acordo com Trevisan, teve início às 10h da manhã, conforme lhe disse uma moradora das proximidades. Às 13h, ele foi chamado. Sabe-se que o animal, que estava sem as ferraduras, pertence a um homem que o utilizava na coleta de papelão.

“Fui para o local, chamei a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), mas o caminhão está quebrado há seis meses. Liguei para secretários, para o curral e às 16h nada estava resolvido. Liguei para a Semob e pedi um munck, o que foi atendido”, declarou o vereador.

Com ajuda de assessores de Trevisan, uma veterinária do zoológico e guardas civis do Pelotão Ambiental, o cavalo foi amarrado em um colchão, arrastado até certo ponto do terreno.

“Um guarda fez a amarração e o cavalo foi içado a quatro metros de altura, colocado no caminhão da Semob”, destacou o vereador. “Tivemos problemas em resgatar animais de grande porte em janeiro, fevereiro, abril. É preciso tomar providências. Não dá para continuarem empurrando com a barriga”, completou Trevisan.

Segundo apurou a Gazeta, às 18h30 o cavalo havia recebido quatro bolsas com soro e começava a dar sinais de recuperação.

SEDEMA

A Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente informou que o responsável pelo animal é o proprietário e que ele não foi localizado pelo Pelotão Ambiental. O proprietário deverá ser punido pelos maus tratos.

Informou, ainda, que a Prefeitura possui um decreto regulamentado pela Lei Complementar 265/2010, sancionada pelo ex-prefeito Barjas Negri, que era compromisso com entidades protetoras de animais e vereadores, o qual garante a defesa e proteção dos animais da chamada fauna urbana, ou seja, os domésticos: cães, gatos, pássaros e outros, principalmente, contra os maus-tratos.

Este decreto estabelece penalidades e fixa os valores das multas, que variam entre R$ 150,00 e R$ 1.500,00 de acordo com a sua natureza. Este Decreto regulamenta a aplicação das penalidades de acordo com a natureza: leve, média, grave e gravíssima.

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Adriana Ferezim