Publicado 07 de Julho de 2015 - 18h20

Por Agência Estado

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) informou na segunda-feira, 6, que iniciou o calendário de mobilização da categoria em todas as unidades da corporação no País. A medida foi adotada como forma de demonstrar a "insatisfação da classe com o tratamento dispensado pelo governo à pauta da negociação coletiva da Polícia Federal".

A informação foi divulgada pelo site da ADPF, principal entidade dos delegados federais. O governo oferece aos servidores do Executivo e do Judiciário 21,3% escalonado em quatro anos, até 2019 - 5,5% em 2016; 5% em 2017; 4,75% em 2018; e 4,5% em 2019. O governo informa que os porcentuais têm como referência as expectativas de inflação do mercado para o período.

Os delegados da PF, por meio de sua entidade, informam que a proposta será rejeitada na reunião marcada para esta terça-feira 7, em Brasília. A categoria espera um acordo com o governo até o dia 21 de agosto.

A entidade dos delegados federais considera que "investir na Polícia Federal é ajudar o País no equilíbrio das contas, pois é investir no combate ao desvio de recursos públicos".

Em 2014, no curso de 256 operações especiais, a Polícia Federal apreendeu um total de R$ 3.350.180.981,18 em dinheiro e bens de criminosos, além de ter evitado aos cofres públicos um prejuízo estimado em R$ 2.873.724.100,00.

Em 2015, ainda segundo levantamento da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, até o mês de junho, foram apreendidos R$ 13.012.653,00 em dinheiro e bens e o prejuízo evitado foi de R$ 832.953.192,90.

Os delegados reclamam, ainda, da "não regulamentação da indenização de fronteira passados dois anos do compromisso assumido em lei". Eles colocam em pauta, também, "a falta de equipes mínimas de policiais federais para investigação, carência de servidores administrativos para substituir mão de obra terceirizada e, sobretudo, da desvalorização salarial dos profissionais na Polícia Federal".

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