Publicado 06 de Julho de 2015 - 20h55

Por Agência Estado

A delegada Maria Cássia Almeida Almagro, de 54 anos, conhecida por ter desafiado a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) após os ataques de 2012, foi encontrada morta nesta segunda-feira (6), em sua casa, em Sorocaba. Até o início da noite, a causa da morte não tinha sido divulgada pela Polícia Civil.

Em novembro de 2012, após uma onda de ataques a policiais por ordem da facção, ela colou um adesivo em seu carro com a frase: "Vem PCC to facinha pra você". Na mesma colagem, em outra frase, justificava: "Se o secretário de Segurança não tá nem aí, eu me preocupo. Poupe pais, mães de família e o coitado do povo inocente".

Na ocasião, ela alegou ter tomado a atitude depois que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse à imprensa não ter planos de trocar o comando da Segurança Pública no Estado, na época sob a chefia do secretário Antônio Ferreira Pinto. Maria Cássia chegou a ser investigada pela corregedoria da Polícia Civil pela suposta quebra de hierarquia.

Em outro caso conhecido, ela mandou indiciar em inquérito um homem que invadiu o recinto dos macacos no zoológico municipal de Sorocaba e foi atacado e mordido por um macaco-aranha.

A delegada estava à frente do Segundo Distrito Policial e da Delegacia de Defesa dos Animais. Delegados da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) foram à casa em que a colega residia, num condomínio de classe média alta, mas até o início da noite não havia sido informada oficialmente a causa da morte. Maria Cássia deixou um filho que mora no exterior.

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