Publicado 05 de Julho de 2015 - 20h13

Por Agência Estado

A indústria vai se mobilizar para tentar barrar, no Senado, o projeto que conclui as medidas do ajuste fiscal. Os empresários vão se reunir nesta segunda-feira (6) em São Paulo para discutir se vão lutar no Senado Federal para "acabar" com o projeto de lei que revisa a desoneração da folha de pagamentos ou se aceitam ceder aos apelos do governo Dilma Rousseff.

O encontro será na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e contará com a presença de empresários do comércio varejista, dos serviços, da construção civil e da indústria de transformação. "Aumentar imposto sobre a folha de salários é um convite a aumento da demissão", disse neste domingo ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Hoje, empresas de 56 setores da economia contam com a folha de pagamentos desonerada dos 20% da contribuição previdenciária. As companhias pagam apenas uma alíquota de 1% ou 2% (dependendo do segmento empresarial) à Previdência, que incide sobre o faturamento.

O projeto do governo, aprovado na Câmara, eleva essas alíquotas a 2,5% e 4,5%, respectivamente. Na prática, esse aumento - quando entrar em vigor - deve fazer as empresas voltarem a recolher o imposto sobre a folha de pagamentos, o que aumentará a arrecadação da Receita Federal. Apenas um pequeno grupo de setores conseguiu negociar na Câmara uma elevação mais suave, dessas alíquotas.

"O que passou na Câmara é muito ruim e também injusto com o conjunto das empresas brasileiras", disse Skaf, que nos últimos dias reuniu-se em Brasília com senadores da base aliada do governo e também da oposição. Skaf também esteve com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Segundo Skaf, as empresas vão decidir hoje qual caminho seguir. "Uma rota seria a luta unida para que o projeto seja totalmente alterado no Senado e outro é que apenas parte dele seja alterado tornando o aumento mais suave das alíquotas algo geral para todos os setores e não apenas para alguns poucos", disse o presidente da Fiesp.

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