Publicado 01 de Julho de 2015 - 10h34

Por Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff

Pedro Ladeira/ AFP

A presidente Dilma Rousseff

A avaliação negativa do governo da presidente Dilma Rousseff, de 68% dos entrevistados, é a pior da série histórica do levantamento feito pelo Ibope divulgado nesta quarta-feira (1) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O porcentual daqueles que avaliam como ruim ou péssimo o governo bateu o recorde nos 29 anos dos dados compilados pela pesquisa e ultrapassou a marca negativa do então presidente José Sarney em julho de 1989.

Por outro lado, a avaliação positiva do governo de Dilma , de 9% só não foi pior à registrada por Sarney em sondagens realizadas em junho e em julho de 1989. Na ocasião, Sarney tinha 7% de avaliação ótima ou boa dos entrevistados.

O levantamento foi realizado entre 18 e 21 do mês passado, antes da divulgação do conteúdo da delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais e o grau de confiança é de 95%.

Queda

Subiu de 76% para 82% o total de entrevistados que consideram o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff pior do que o primeiro, segundo pesquisa Ibope. Por outro lado, aqueles que avaliam como melhor oscilaram de 4% para 3%, portanto, dentro da margem de erro entre o levantamento de março e o realizado em junho.

O porcentual daqueles que consideram igual os dois mandatos de Dilma caiu de 18% para 14% no período. 

Noticiário

A percepção dos entrevistados de que o noticiário para o governo da presidente Dilma Rousseff foi mais desfavorável caiu de 72% em março para 64% em junho, conforme pesquisa.

Por outro lado, o noticiário mais favorável oscilou no período de 9% para 8%. Em três meses, aqueles que consideram que o noticiário não foi nem favorável nem desfavorável subiu de 13% para 17%, no limite da margem de erro.

Lava Jato

A Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, foi a notícia mais lembrada pela população, com 20% das menções. Em segundo lugar, com 16%, estão as mudanças na aposentadoria promovidas pelo governo no esforço de realizar o ajuste fiscal. Em terceiro lugar estão as alterações nas regras de concessão do seguro-desemprego, com 6%, outra iniciativa do ajuste aprovada pelo Congresso.

A discussão sobre a redução da maioridade penal está apenas em nono lugar, com 2% das lembranças.

O levantamento foi realizado entre 18 e 21 do mês passado, antes da divulgação do conteúdo da delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais.

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