Publicado 15 de Julho de 2015 - 11h05

Por France Press

Economia chinesa atravessa relativa calma, dizem analistas

Cedoc/RAC

Economia chinesa atravessa relativa calma, dizem analistas

O crescimento da economia da China se estabilizou em 7% no segundo trimestre, anunciou nesta quarta-feira o governo, que também registrou um avanço da produção industrial e das vendas no varejo em junho. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) chinês entre abril e junho ficou acima do esperado pelos analistas, que apostavam em um crescimento de 6,9%.

O gigante asiático registrou em 2014 um crescimento de 7,4%, o pior resultado em quase 25 anos. Pequim estabeleceu como menta para 2015 um avanço de 7% aproximadamente. A conjuntura da economia chinesa é caracterizada, segundo analistas, por uma demanda interna apagada e a queda do comércio exterior, pilar tradicional do crescimento, com uma contração de quase 7% durante o primeiro semestre.

Relativa calma

Mas as estatísticas mensais do governo apontam uma relativa calma: a produção industrial voltou a crescer em junho, com um avanço de 6,8% em ritmo anual. O comércio varejista, termômetro do consumo residencial, aumentou 10,6% em ritmo anual, enquanto os investimentos em capital fixo avançaram 11,4%, também em ritmo anual, durante o primeiro semestre.

Também na Ásia, o Banco Central do Japão (BoJ) reduziu as previsões de crescimento e de inflação do país, mas confirmou a atual política monetária. A instituição acredita em um crescimento do PIB de 1,7% e em uma inflação de 0,7% entre abril de 2015 e março 2016, ano fiscal no Japão, contra projeções anteriores de 2% e 0,8%, respectivamente.

Apesar da revisão, o BoJ não considerou necessário ampliar o programa de compra de ativos e aprovou a prorrogação do mesmo, com valor 80 trilhões de ienes (662 bilhões de dólares) por ano.

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