Publicado 15 de Julho de 2015 - 11h00

Por France Press

O grupo japonês Mitsubishi Materials pedirá perdão aos ex-prisioneiros de guerra americanos forçados a trabalhar para o gigante industrial na Segunda Guerra Mundial, um gesto muito esperado que ocorre 70 anos após o fim do conflito. Um funcionário da empresa deve visitar neste fim de semana o Centro Simon Wiesenthal em Los Angeles, dedicado à memória do Holocausto, e encontrar James Murphy, de 94 anos, bem como parentes de ex-detentos, informou um porta-voz contactado pela AFP nesta quarta-feira em Tóquio.

"Sr. Murphy irá representar todos os prisioneiros americanos forçados a trabalhar nas minas do grupo no Japão na época", explicou. Mitsubishi Materials, presente em áreas tão diversas como o cimento ou produtos eletrônicos, utilizou cerca de 900 detidos nessas condições, entre os milhares de outros prisioneiros americanos forçados a trabalhar em empresas japonesas durante a guerra.

Governo japonês

O governo japonês esperou, por sua vez, até setembro de 2010 para pedir desculpas aos ex-prisioneiros dos Estados Unidos pelo "tratamento desumano" sofrido. Coreanos e chineses também foram vítimas de tais práticas, visando suprir a escassez de mão-de-obra em plena Guerra Mundial.

Os conglomerados japoneses envolvidos no esforço de guerra foram desmantelados após a derrota japonesa em 1945, por ordem da ocupação americana. As empresas que hoje levam o mesmo nome, no todo ou em parte, são entidades jurídicas diferentes, ainda que sejam herdeiras.

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