Publicado 14 de Julho de 2015 - 15h31

Por France Press

Garner foi imobilizado por policiais  na rua e morreu asfixiado

Captura de vídeo

Garner foi imobilizado por policiais na rua e morreu asfixiado

A família de um homem negro que morreu no ano passado em Nova York durante uma briga com um policial advertiu nesta terça-feira (14) que dinheiro não é justiça, depois de alcançar um acordo no valor de 5,9 milhões de dólares (R$ 15,7 milhões) com a prefeitura como compensação pelo ocorrido.

Eric Garner, de 43 anos e com seis filhos, era suspeito de vender cigarros de forma clandestina, quando foi imobilizado com uma chave-de-braço ilegal por policiais brancos quando resistia à prisão em 17 de julho de 2014 em Staten Island.

Condenação

"Isso não é justiça. Pedimos ao departamento de Justiça e à (procuradora-geral) Loretta Lynch que façam justiça com meu pai", disse Erica Garner, uma de suas filhas, um dia após o auditor da cidade, Scott Stringer, anunciar o acordo. "Trataram meu marido como um animal. Acredito que precisam fazer algo acerca disso o mais rápido possível, porque estamos perdendo membros de nossas famílias", afirmou Esaw Garner, esposa da vítima.

A morte de Garner foi considerada homicídio pelos médicos forenses de Nova York, mas um grande júri decidiu não processar o oficial que realizou a imobilização, que foi amplamente difundida na internet ao ter sido filmada por um pedestre. O incidente gerou indignação e originou várias marchas em Nova York que lembraram as de Ferguson (Missouri, sul) após a morte do jovem negro Michael Brown, também pelas mãos da polícia.

Demanda paralela

De forma paralela à investigação criminal, a família havia apresentado uma demanda na qual atribuiu a morte de Garner a "negligência, imprudência e falta de atenção" e responsabilizou oito oficiais, a cidade de Nova York e o departamento de polícia de Nova York.

A polícia de Nova York está proibida de recorrer a chaves-de-braço em suas intervenções. Garner, que era obeso e asmático e que disse várias vezes na ocasião que não conseguia respirar, perdeu a consciência e foi declarado morto depois de ter sido levado ao hospital.

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France Press