Publicado 13 de Julho de 2015 - 21h11

Por AFP

Polêmica sobre os emails de Clinton durante sua permanência na secretaria de Estado envolve o uso de um servidor privado, quando ela deveria utilizar apenas o servidor oficial para os assuntos do governo

France Press

Polêmica sobre os emails de Clinton durante sua permanência na secretaria de Estado envolve o uso de um servidor privado, quando ela deveria utilizar apenas o servidor oficial para os assuntos do governo

Considerada por seus opositores como muito próxima dos círculos financeiros, Hillary Clinton se posicionou, nesta segunda-feira (13), como a candidata que aumentará a renda da classe média, ao mesmo tempo em que disciplinará os excessos de Wall Street.

No primeiro grande discurso econômico de sua campanha para a eleição presidencial de 2016, a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama, de 67 anos, destacou a necessidade de "um crescimento forte e justo em longo prazo" e que beneficie todos os americanos, e não apenas "o topo".

"A desigualdade é um freio à nossa economia e é o problema que temos de enfrentar", acrescentou.

"O desafio econômico do nosso tempo é claro: precisamos aumentar a renda dos americanos que trabalham duro", continuou.

A pré-candidata aproveitou a oportunidade para atacar seu oponente republicano Jeb Bush, que declarou recentemente que seus compatriotas devem trabalhar mais.

"Eles não precisam de um sermão, precisam de aumentos", disse ela em um discurso de 50 minutos na universidade "The New School", no elegante bairro de Greenwich Village, em Manhattan.

Hillary criticou ainda outros dois adversários republicanos, o senador Marco Rubio e o governador de Wisconsin, Scott Walker.

A mulher do ex-presidente Bill Clinton declarou ser a favor de um aumento do salário mínimo, de uma baixa dos custos de saúde e de um papel mais importante dos sindicatos.

Considerada por alguns como muito próxima do mundo empresarial, Hillary afirmou também que "os mais ricos" deveriam pagar "uma parte equitativa" em termos de impostos e que as famílias trabalhadoras "merecem uma redução fiscal".

Também denunciou um sistema financeiro e empresarial que está mais preocupado com os resultados trimestrais para seus acionistas do que com os investimentos de longo prazo para os empregados.

"Algumas de nossas grandes empresas gastaram mais da metade de sua renda, comprando suas próprias ações, e um terço, comprando dividendos. Isso tem de mudar", defendeu, prometendo "um plano para conter o risco excessivo em Wall Street". Ela não detalhou, porém, como a proposta será implementada.

Antes do evento, o comitê de campanha da democrata divulgou que o plano apresentado hoje resultou das discussões com cerca de 200 especialistas em política e economistas.

Para o governador Walker, Hillary "pensa que a economia cresce em Washington", e não graças ao "povo americano". Jeff Bush acusou-a, por sua vez, de ser "derrotista".

A ex-senadora lidera as mais recentes pesquisas de intenção de voto entre os democratas, registrando entre 58% (CNN) e 75% (Wall Street Journal/NBC). Por enquanto, Hillary também venceria qualquer um dos atuais 15 pré-candidatos republicanos.

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