Publicado 09 de Julho de 2015 - 14h57

Por France Press

Um tribunal egípcio condenou 10 pessoas à morte nesta quinta-feira pelo assassinato de um policial responsável por garantir a segurança de um dos juízes do presidente islamita Mohamed Mursi, deposto pelo exército em 2013.

O sargento Metwally Abdullah foi morto a tiros em fevereiro de 2014 quando atravessa em um ciclomotor uma ponte sobre o Nilo, uma centena de quilômetros ao norte do Cairo.

Ele fazia parte da equipe encarregada de proteger a casa de um dos juízes de Mursi, que responde na justiça uma série de acusações.

As sentenças de morte decretadas por um tribunal de Mansoura serão submetidas, em conformidade com a lei egípcia, a opinião puramente consultiva do mufti, segundo uma fonte judicial.

O veredicto final é esperado para 7 de setembro.

Em um processo separado, o mesmo tribunal condenou quatro partidários do ex-presidente Mursi à morte e outros nove à prisão perpétua por atos de violência após a destituição de Morsi.

Desde que o exército depôs Mursi, em julho de 2013, uma repressão sangrenta se abateu sobre os pró-Mursi.

Mais de 1.400 pessoas, em sua maioria islamitas, foram mortas na repressão as manifestações da oposição, enquanto milhares de outras foram presas.

Centenas também foram condenadas à morte em julgamentos em massa, considerados pela ONU como "sem precedentes na história recente".

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