Publicado 06 de Julho de 2015 - 11h28

Por France Press

O exército egípcio anunciou nesta segunda-feira (6) ter matado 241 combatentes no Sinai entre 1º e 5 de julho, incluindo jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) que realizaram ataques na semana passada. Em 1º de julho, jihadistas do EI realizaram violentos ataques nas cidade de Sheik Zuweid, no norte do Sinal, cenário de habituais ataques de, quando foram assassinadas dezenas de pessoas.

O exército informou que 21 soldados morreram nos ataques e depois vários meios de comunicação informaram sobre perdas mais elevadas entre suas fileiras. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo porta-voz do exército egípcio em seu Facebook, as tropas mataram 241 militantes entre 1o e 5 de julho.

Foram presos quatro combatentes procurados pelas autoridades e 29 supostos militantes.  Além disso, foram detonadas 16 bombas, enquanto 26 carros e 28 motos pertencentes a militantes foram destruído no mesmo período.

"Situação estável"

Os militares também postaram fotos dos combatentes mortos. No fim de semana, o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, garantiu que a situação era "estável" no Sinai, onde fez uma visita surpresa três dias após uma série de atentados mortais do E).

"Dizer que tudo está sob controle não é suficiente. A situação é completamente estável", disse Sissi em um discurso no norte do Sinai. Confrontos sem precedentes foram registrados na quarta-feira na cidade de Sheikh Zouweid entre soldados do exército e combatentes do braço sírio do EI no Egito, que lançou uma série de ataques contra postos militares.

O exército informou a morte de 17 soldados e de 100 jihadistas na violência. Mas as autoridades já haviam anunciado a morte de 70 soldados e civis. Os ataques jihadistas aumentaram no norte do Sinai desde que Sissi, então chefe do exército, depôs o presidente islamita Mohamed Mursi, em 3 de julho de 2013.

Resposta

Para os jihadistas, é uma resposta à violenta repressão das autoridades após a queda de Mursi, com o resultado de ao menos 1.400 mortos e milhares de presos. O chefe de Estado explicou que o objetivo dos ataques de quarta-feira era marcar o aniversário da destituição de Mursi e "anunciar a criação de uma província islâmica no Sinai", mas que o "complô falhou".

"O Sinai possui 60.000 quilômetros quadrados. Rafah, Sheikh Zouweid e Al-Arish, não representam nem 5% de sua área", acrescentou Sissi. Apesar das declarações do presidente, seguem na região confrontos esporádicos entre as tropas regulares e os jihadistas.

Na madrugada de sábado, três civis, incluindo duas crianças, morreram na queda de um morteiro em um casa em Sheikh Zouweid. Também no sábado, um menino de 5 anos foi morto na explosão de uma bomba escondida na beira de uma estrada em Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza palestina.

A maioria dos ataques mortais nos últimos meses foram reivindicados pelo grupo "Província do Sinai", braço do EI no Egito.

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