Publicado 05 de Julho de 2015 - 14h39

Por France Press

A viagem do Papa Francisco suscita muitas expectativas nos países onde espera-se a mobilização de entre um e dois milhões de pessoas

France Presse

A viagem do Papa Francisco suscita muitas expectativas nos países onde espera-se a mobilização de entre um e dois milhões de pessoas

O papa Francisco partiu neste domingo de Roma com destino ao Equador, primeira etapa de sua viagem de oito dias que também o levará à Bolívia e ao Paraguai, que se preparam para recebê-lo com muita festa.

O avião que transporta o pontífice argentino, um Airbus A330 da companhia italiana Alitalia, decolou do aeroporto de Fiumicino às 9h local (4h de Brasília) e está programado para pousar no aeroporto "Mariscal Sucre" de Quito às 15h local.

O Papa chega no Equador em meio a manifestações a favor e contra o governo do presidente Rafael Correa, o que tem carregado de tensão o clima no país.

Um dia antes, o Papa rezou como normalmente faz junto ao antigo ícone da Virgem Maria na basílica romana de Santa Maria Maggiore, para pedir que abençoe sua viagem à América Latina e homenageá-la com um buquê de flores nas cores das bandeiras dos três países que visitará.

Francisco permanecerá no Equador até 8 de julho, quando partirá para a Bolívia, onde ficará até o dia 10, e concluirá seu giro apostólico no Paraguai, de onde voltará a Roma em 13 de julho.

Nos três países, o pontífice argentino permanecerá, em média, 48 horas em cada, que serão divididas em duas etapas e que incluem Quito e Guayaquil, no Equador, La Paz e Santa Cruz, na Bolívia, e Assunção e Caacupé, no Paraguai.

Francisco, que completou 78 anos em dezembro, tomará nada menos que sete aviões e pronunciará 22 discursos, em uma das viagens mais "intensas" que fez desde que foi eleito Papa, em março de 2013.

O pontífice viaja acompanhado pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, e Guzman Carriquiry, vice-presidente da Comissãon Pontifícia para a América Latina, entre outros.

A viagem do Papa suscita muitas expectativas nos países onde espera-se a mobilização de entre um e dois milhões de pessoas em algumas das cinco missas que oficiará.

Esta é a nona viagem ao exterior do Papa e a segunda à América Latina depois do Brasil, realizada em julho de 2013, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

O Papa se reunirá com os presidentes Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia) e Horacio Cartes (Paraguai) e outros líderes da região, incluindo o de Honduras, Juan Orlando Hernandez, do Haiti, Michel Martelly, e da Argentina, Cristina Kirchner, que anunciaram a sua participação em vários eventos.

O primeiro papa jesuíta e latino-americano da história confirma com esta viagem de oito dias seu desejo de manifestar com gestos concretos sua proximidade e solidariedade com os esquecidos do mundo.

A viagem de Francisco é de particular importância porque também constitui um ato de reconciliação com a história colonial da região, marcada pelas missões jesuítas, fundadas no século XVII para evangelizar os índios guarani e povos afins.

O quarto pontífice a visitar a América Latina, depois de Paulo VI (Colômbia, 1968), João Paulo II, que visitou o continente em 18 ocasiões, seguido por Bento XVI, que fez apenas duas viagens, chega a países que mudaram muito na última década.

Em setembro, ele retorna à América, desta vez a Cuba e Estados Unidos, após sua mediação histórica para a reconciliação entre os dois países e num momento em que seu prestígio continua a aumentar entre os católicos em todas as Américas.

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