Publicado 01 de Julho de 2015 - 12h43

Por France Press

Mulheres e crianças mantidas em cativeiro pelo Boko Haram

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Mulheres e crianças mantidas em cativeiro pelo Boko Haram

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu nesta quarta-feira (1) para a Nigéria, onde o aborto é autorizado apenas se a mãe corre risco de morte, que permita o aborto das mulheres estupradas pelo Boko Haram. Segundo a Anistia Internacional, o Boko Haram sequestrou pelo menos 2.000 mulheres e meninas na Nigéria desde o início do ano passado, incluindo as 276 adolescentes raptadas em sua escola em Chibok, em 14 de abril de 2014.

"Durante seu cativeiro, de meses ou mesmo anos, as mulheres e meninas se tornam escravas sexuais, são violadas e obrigadas a se 'casar'", indicou o alto comissário, Ra'ad Zeid Al Hussein, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Grávidas

"Muitas sobreviventes (...) estão agora grávidas (...) e várias desejam interromper esta gravidez indesejada", disse ele. Impedi-las de abortar só aumenta seu sofrimento, segundo Zeid.

A comissário apelou a Nigéria a adotar uma interpretação mais ampla da lei do aborto "para incluir o risco de suicídio e o risco associado à saúde mental de mulheres e meninas" vítimas dessas violações.

Crimes de guerra

A insurgência islâmica do Boko Haram e sua repressão pelas forças armadas deixaram mais de 15.000 mortes desde 2009. Zeid denunciou as muitas atrocidades cometidas pelo Boko Haram contra a população civil na Nigéria, Camarões, Chade e Níger, e pediu que os autores desta violência sejam levados à justiça.

O comissário também acusou o oficiais do exército nigeriano envolvidos na luta contra o Boko Haram de crimes de guerra.

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