Publicado 01 de Julho de 2015 - 11h05

Por France Press

Apesar das expectativas, Barack Obama não confirmou se atenderá à exigência da Havana de retirar a ilha da lista, na qual se encontra desde 1982

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Apesar das expectativas, Barack Obama não confirmou se atenderá à exigência da Havana de retirar a ilha da lista, na qual se encontra desde 1982

O chefe da Seção de Interesses dos Estados Unidos em Cuba, Jeffrey DeLaurentis, entregou nesta quarta-feira (1), em Havana, uma carta do presidente Barack Obama a seu colega Raúl Castro na qual propõe reabrir as embaixadas a partir de 20 de julho, informou a chancelaria cubana.

Na carta, recebida pelo vice-chanceler Marcelino Medina, Obama "confirma a decisão de restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países e abrir missões diplomáticas permanentes nas respectivas capitais, a partir de 20 de julho de 2015", afirmou a chancelaria em seu site.

Nenhum funcionário fez declarações a respeito à imprensa. A chancelaria cubana havia informado que se tratava de uma carta de Obama para Raúl Castro.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou formalmente nesta quarta-feira o restabelecimento das relações diplomáticas plenas com Cuba, e pediu ao Congresso americano que coloque um ponto final no embargo em vigor contra a ilha.

Em um discurso na Casa Branca, Obama disse que se tratava de um passo histórico na relação entre os dois países e informou que o secretário de Estado, John Kerry, viajará a Havana neste verão (do hemisfério norte) para hastear a bandeira americana na nova embaixada.

Carta

A televisão cubana havia informado pouco antes sobre a decisão de Raúl Castro - expressada em uma carta a Obama - de restabelecer relações diplomáticas com Washington.

Raúl Castro escreveu em sua carta, entregue no Departamento de Estado em Washington, "que a República de Cuba decidiu restabelecer relações diplomáticas com os Estados Unidos da América e abrir missões diplomáticas permanentes em nossos respectivos países, no dia 20 de julho de 2015", disse a televisão cubana.

Este anúncio era esperado desde que Washington retirou no fim de maio Havana da lista negra dos Estados que apoiam o terrorismo. Obama e Raúl Castro anunciaram em 17 de dezembro um histórico processo de aproximação, que foi saudado pelo mundo inteiro, e que coloca fim ao último resquício da Guerra Fria na América.

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