Publicado 16 de Julho de 2015 - 16h03

Por Sarah Brito

Creche volta a funcionar apenas na próxima semana.

Sarah Brito/ AAN

Creche volta a funcionar apenas na próxima semana.

A morte de um bebê de 6 meses na creche municipal Josephin Tagliari, em Artur Nogueira, causou comoção na cidade e abalou a família. O bebê, um menino, morreu na manhã de quarta-feira (15). Ele foi encontrado aparentemente asfixiado em um dos berços da unidade infantil, no bairro Jardim Planalto. A criança foi levada ao Pronto-Socorro (PS) Municipal e reanimada. Depois, de ambulância, foi encaminhado ao Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas não resistiu.

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A Polícia Civil de Artur Nogueira investiga o caso e o Instituto Médico Legal (IML) de Campinas analisa a causa da morte. A Prefeitura de Artur Nogueira determinou a abertura de sindicância para apurar as circunstâncias.

Segundo a administração da creche, o bebê foi amamentado, com as outras 12 crianças do berçário, por volta de 8h. Após mamarem, as 13 crianças teriam ficado acordadas sobre os cuidados de três funcionárias do berçário. Às 9h, as crianças foram levadas para os berços. Minutos depois, segundo a creche, uma das cuidadoras percebeu que o bebê estava quieto, sem movimento. Quando pegou a criança no colo, a funcionária viu que a pele dele estava com uma cor arroxeada.

A funcionária começou a massagem cardíaca, para reanimar a criança. Em seguida, levou de carro o menino para o Pronto-Socorro (PS) Municipal, que funciona no Hospital Bom Samaritano. O bebê chegou sem vida, foi reanimado e encaminhado ao HC da Unicamp, porém, teve parada cardiorrespiratória e morreu ainda na ambulância.

A família está abalada e o caso chocou a cidade. O pai, Carlos Robson Gonçalves Dias, de 27 anos, afirmou que a família aguarda o resultado da necrópsia para verificar se houve negligência da creche que possa ter prejudicado a saúde do bebê. Ele diz que o filho era saudável e muito alegre, não tinha histórico de refluxo. “Seria mais reconfortante se não for uma imprudência da creche ou do hospital (de Artur Nogueira). Um reconforto para nós, os pais. Mas, se for, teremos que processar. Era um bebê lindo, que só trazia alegria”, disse ele.

A mãe, Andressa Villar, de 21 anos, estava chocada e chegou a desmaiar no velório. O corpo do bebê foi sepultado nesta quinta-feira (16), no Cemitério Municipal de Artur Nogueira. “Quando deixei meu filho na creche, às 7h10, fiquei preocupado. Tinha muita criança para pouca funcionário. Minha mulher mandou uma mensagem perguntando se estava tudo bem. Eu respondi que sim, mas receoso. Quando recebi a ligação, fui correndo ver o que tinha acontecido, mas não imaginava que era tão grave”, disse o pai.

O bebê era o primeiro filho do casal. Ele havia voltado na quarta-feira para a unidade, após ficar uma semana ausente para se recuperar de uma gripe. O pai disse que ele ficou doente após ficar cinco dias na creche, em adaptação. “Nesse período em casa, ele engordou, estava bem. Não tinha histórico de refluxo. Queremos saber o que aconteceu”, disse.

A creche suspendeu as atividades e só voltará a funcionar na segunda-feira, em luto pela morte.

A Prefeitura de Artur Nogueira negou negligência da creche e do hospital municipal, porém, foi determinada a abertura de sindicância para apurar os fatos. A creche atende 150 crianças e conta com 27 funcionários. De acordo com a Administração, o Secretário de Educação, João Gazolli; a diretora de Educação Infantil, Cristiane Martins Scandolara, uma assistente social e uma psicóloga prestaram solidariedade e apoio psicológico aos pais.

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Sarah Brito