Publicado 15 de Julho de 2015 - 20h51

Por Eric Rocha

Moradores fazem fila para pegar água: abastecimento problemático

Cedoc/RAC

Moradores fazem fila para pegar água: abastecimento problemático

Moradores que consomem até 5 metros cúbicos (m³) de água tomaram um susto ao receber a conta do mês mais cara em Sumaré. De acordo com Prefeitura e a Odebrecht Ambiental, concessionária do serviço, não houve aumento dos valores praticados, mas uma adequação do sistema de cobrança. A faixa de consumo mínimo de 5 m³ foi extinta e substituída pela de até 10m³. Para cada metro cúbico gasto, é cobrado R$ 1,77. Este valor não é reajustado desde 2011 e isso só poderá ser feito a partir do ano que vem, segundo a Administração Municipal, que também estuda a adoção de uma tarifa social.

“Para adequar o sistema de cobrança pelo serviço de distribuição de água tratada de Sumaré à realidade do restante da região, o Poder Público decidiu, no ato de preparação da concorrência pública, que culminou com a concessão dos Serviços de Água e Esgoto por 30 anos, diminuir o total de faixas de consumo”, informou a Prefeitura em nota. A Odebrecht Ambiental, empresa da Organização Odebrecht, foi escolhida em edital e assumiu o controle do serviço no final do mês passado. A previsão de investimento durante o período de concessão é de R$ 317 milhões.

De acordo com a Prefeitura, das 29 cidades fiscalizadas pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Ares-PCJ), apenas três continuam mantendo a faixa de consumo mínimo de 10 metros cúbicos por mês. “Todas as demais, inclusive Sumaré, adotam a faixa mínima de 10m³. Uma delas (Cosmópolis) tem faixa mínima de 20 metros cúbicos mensais.” Segundo dados do extinto Departamento de Água e Esgoto de Sumaré, até o início da concessão cerca de 70% dos consumidores da cidade já estavam na faixa de 10 a 20 metros cúbicos por mês, ou tinham consumos superiores.

A Odebrecht Ambiental confirmou em nota que a mudança na faixa de consumo estava prevista na licitação e vai permitir a modernização do sistema de abastecimento de Sumaré. Segundo a empresa, o formato faz com que a concessionária se obrigue a assumir o compromisso de disponibilizar no mínimo 10m³ para cada ligação e “garante a ampliação do sistema em uma cidade que sofre problemas crônicos de abastecimento.” A meta contratual é reduzir as perdas de água tratada, que hoje estão em 54%, para o patamar de 30% em um período de cinco anos.

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Eric Rocha