Publicado 13 de Julho de 2015 - 19h46

Por Sarah Brito

Grupo de professores foi à sede do sindicato dos servidores protestar: para eles, voto sobre corte no reajuste dos salários deve ser aberto

Janaína Ribeiro/ Especial a AAN

Grupo de professores foi à sede do sindicato dos servidores protestar: para eles, voto sobre corte no reajuste dos salários deve ser aberto

Os servidores de Americana começam a votar na terça-feira (14) a proposta de cancelamento de reajuste salarial (de 6,22%, concedido em maio) para evitar demissões de servidores em estágio probatório, que pode atingir mais de 500 funcionários.

A proposta também oferece uma licença não remunerada pelos próximos dois anos para esses servidores, como forma de evitar a demissão em massa.

O Sindicato dos Servidores municipais da cidade fará uma série de assembleias, divididas por setores e departamentos, até o dia 24 de julho, para analisar a proposta. O voto deve ser fechado. Caso a proposta não seja aceita, o funcionalismo deve entrar em greve, agravando a crise administrativo-financeira do município.

Na segunda (13), um grupo de professores da rede municipal protestou na região central de Americana contra a votação fechada. Eles passaram pela Avenida Brasil e pela Prefeitura. Os professores são representados pelo sindicato da categoria e também pelo SSPMA (Sindicato dos Servidores Municipais de Americana).

A proposta de cancelamento do reajuste salarial, se aceita, deve evitar as demissões dos 563 servidores públicos em estágio probatório que seriam desligados. O anúncio do corte dos funcionários foi feito no final de junho, e é voltado aos trabalhadores com menos de três anos de serviço público.

Caso sejam demitidos, eles entrarão para a lista dos exonerados e se juntarão aos 505 comissionados demitidos no início de junho e aos 78 temporários desligados ao longo das últimas semanas — totalizando 1.146 demissões. Até a decisão dos trabalhadores, ficam suspensas as notificações de demissões da Prefeitura.

Para conter os cortes, a prefeitura também abriu a possibilidade de outros servidores aderirem ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) e propôs alterações para permitir o afastamento por dois anos sem remuneração dos servidores em regime probatório.

Afundada em dívidas após a saída do prefeito cassado Diego De Nadai (sem partido), em 2014, a Prefeitura de Americana enfrenta uma série de cortes. O atual prefeito, Omar Najar (PMDB), foi eleito no fim do ano passado e assumiu o Executivo em janeiro.

Desde então, a cidade teve a coleta de lixo prejudicada devido a atraso no pagamento, entidades assistenciais deixaram de receber verbas e há atraso no pagamento do funcionalismo público.

A dívida total da cidade é avaliada em R$ 1,2 bilhão, enquanto a previsão de receita para o ano que vem é de R$ 897 milhões.

Os servidores da Guarda Municipal de Americana (Gama) também sofreram cortes, e tiveram os salários reduzidos após a prefeitura obter liminar na Justiça.

O governo conseguiu a redução em R$ 1 mil no salário dos 350 guardas municipais, além de anular o aumento do adicional de risco da categoria, de 30% para 50%, de forma escalonada (feita no último um ano e meio).

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Sarah Brito