Publicado 10 de Julho de 2015 - 7h00

Polícia ainda não têm pistas sobre a morte de adolescente de 13 anos na Bandeirantes

Élcio Alves

Polícia ainda não têm pistas sobre a morte de adolescente de 13 anos na Bandeirantes

“Preciso tirar a dúvida que paira na minha cabeça: minha filha se matou ou alguém a matou? Eu prefiro ouvir que alguém a matou do que ela tirou a sua própria vida”, desabafou a estudante de cinema Shirley Nogueira dos Santos, de 36 anos, mãe da adolescente Maria Aparecida dos Santos Mariano, de 13 anos, encontrada morta e atropelada por vários carros na Rodovia dos Bandeirantes, em Campinas, no dia 17 do mês passado.

Shirley acredita que a Polícia Civil está demorando em investigar a morte da filha e, com isso, pode perder as imagens registradas pelo monitoramento dos comércios que ficam nas proximidades de onde a menina morava e também do local de onde ela teria supostamente se jogado. “Falei com alguns comerciantes e eles têm câmeras de segurança, mas disseram que as imagens ficam gravadas por certo período, inclusive, alguns deles já tiveram as imagens deletadas”, disse. “Se fosse a filha de um rico ou famoso já tinham descoberto o que tinha acontecido, mas é filha de uma pessoa pobre e com certeza vai cair no esquecimento”, comentou a mãe.

A localização do corpo da jovem foi registrada na 2ª Delegacia Seccional como morte suspeita e é investigada pelo 6º Distrito Policial. Investigadores responsáveis pelo caso garantem que já iniciaram as apurações.

Segundo policiais, as buscas foram feitas em comércios próximos ao Cemitério Parque das Flores, já que a informação que tinham era de que o atropelamento teria ocorrido na passarela perto do Km 93+600. “Demos prioridade a esse caso”, garantiu um investigador.

Os comerciantes das proximidades de onde a adolescente morreu, e que possuem sistema de monitoramento, afirmaram que não foram procurados pela polícia. “Os pais da adolescente vieram aqui, mas não tínhamos a gravação desse dia”, disse um deles.