Publicado 08 de Julho de 2015 - 21h16

Por Inaê Miranda

O filho do vereador Cid Ferreira (SD), Carlos Roberto de Souza, de 47 anos, foi preso em flagrante por embriaguez ao volante, por volta das 23h40 de terça-feira (7). Ele foi detido após quase provocar um acidente envolvendo a viatura da Guarda Municipal, na Avenida Aquidabã.

Segundo informações da Guarda Municipal, relatadas à polícia, o técnico em saneamento estava em um veículo Golf prata, parado na via, sentado no banco do motorista com sinais visíveis de embriaguez: odor etílico no hálito, desequilíbrio, fala alterada e desordem nas vestes.

Os guardas relataram ainda o tom agressivo com que o homem tratava os agentes, com "arrogância, exaltação e ironia" . Dentro do veículo foi encontrada uma garrafa de vinho "Cabernet Sauvignon" quase vazia, jogada no banco do passageiro.

Souza foi orientado pelos guardas municipais a contatar alguém da família que pudesse dirigir o veículo já que ele não estava em condições. Souza teria desconsiderado a orientação e da forma como estava deu partida no veículo e quase provocou um acidente envolvendo a viatura da Guarda Municipal, conforme foi relatado à polícia. Ele foi abordado novamente pelos agentes que deram voz de prisão e o conduziram ao 1º Distrito Policial.

Ele foi preso em flagrante e passou pelo exame clínico no Instituto Médico Legal, já acompanhado do advogado, onde foi comprovada a embriaguez. Como a pena para o crime é menor que 4 anos - o que permite o pagamento de fiança -, Souza pagou fiança de R$ 1 mil e foi solto.

A reportagem não conseguiu contato com Carlos Roberto Souza. Procurado, o vereador Cid Ferreira disse que não tinha conhecimento do fato. "Eu trabalhei o dia inteiro e não estou sabendo de nada. Não o vejo há uma semana. Ele tem a vida dele. É casado. Estou neutro e quero continuar neutro. Quero que ele me procure, vou pensar no que vou fazer" , afirmou. Questionado sobre a natureza do crime, Cid Ferreira afirmou que não bebe e que é "totalmente contrário" à combinação bebida e direção. "Pode acarretar consequências graves. Se ficar comprovado, tem que ter punição. Independente de ser meu filho. Não posso proteger, se é que realmente foi ele" .

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Inaê Miranda