Publicado 08 de Julho de 2015 - 15h53

No segundo dia da greve dos servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Campinas as perícias médicas foram realizadas normalmente na agência da Rua Regente Feijó, mas as outras três unidades que cuidam de agendamentos e outros serviços burocráticos permaneceram fechadas.

Segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (SinsPrev), Natália do Nascimento, cerca de 150 pessoas foram atendidas normalmente, mas o objetivo do movimento é fazer com que todas as agências paralisem o atendimento, enquanto o governo não atender às reivindicações da categoria. " Não há nenhuma decisão ou lei que considere o atendimento do INSS essencial, então não temos que reservar um percentual de atendimento aos usuários" , comentou ela.

Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), só as cidades de Novas Odessa e Americana não aderiram a paralisação.

O sindicato da categoria reivindica um reajuste salarial de 27,3% relativo às perdas salariais dos últimos cinco anos, melhorias nas condições de trabalho e abertura de um novo concurso público para a contratação de funcionários.

Na terça-feira (7) foi realizada uma rodada de negociações entre o comando grevista e representantes do governo federal, em Brasília, mas não houve acordo. O governo oferece um reajuste de 21% escalonado em 4 anos, mas acenou para um novo encontro na próxima semana.

Nascimento disse que nesta sexta feira, em Campinas, os grevistas vão fazer abordagens junto aos segurados que se dirigirem até as agências para explicar os motivos da paralisação e tentar ganhar apoio popular. Visitas às unidades do INSS na região também estão programadas.