Publicado 06 de Julho de 2015 - 20h58

Por Inaê Miranda

Passagem de veículos pesados causa polêmica em Sousas

Cedoc/RAC

Passagem de veículos pesados causa polêmica em Sousas

No coração do distrito de Sousas, a Rua Maneco Rosa abriga a singela Capela de São Sebastião, inaugurada em 1889 e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc) em maio de 2003. No endereço também estão outros monumentos igualmente importantes para a história de Campinas, como o Edifício Sede da Subprefeitura e o Coreto da Praça São Sebastião.

Dada a riqueza história, o traçado da rua, calçada com paralelepípedos, também é tombado. Moradores e comerciantes, entretanto, estão preocupados com o destino dessa riqueza já que o tráfego intenso de caminhões e outros veículos pesados estariam destruindo o calçamento da rua.

A maior parte dos caminhões e ônibus transportam a carga de uma indústria instalada na rua. Preocupado, o morador Rubens Eidi procurou a Prefeitura para registrar a reclamação e apontou como solução a proibição do tráfego de veículos pesados. “Minha proposta é que a Emdec proíba o tráfego de veículos deste porte, como existe no Centro Expandido de Campinas”, registrou em um canal de reclamações da Prefeitura. Eidi não está sozinho: a vizinhança toda tem se mostrado preocupada com o afundamento da rua. “De manhã e à tarde sobe muito caminhão para a empresa. Tem uma estrada de terra, mas o caminho alternativo seria longe. Acho que a solução seria limitar o tamanho e o peso dos caminhões que trafegam aqui. Como tem os prédios tombados, a preocupação com a preservação deveria ser maior”, disse o comerciante Marcelo Sachinelli.

O comerciante André Alisson Reolon trabalha há 11 anos no local e diz que os maiores responsáveis são os caminhões e ônibus pesados que transportam funcionários da empresa. “Além de afundar a rua, eles podem interferir na estrutura dos prédios que têm mais de 100 anos”, disse. O Condepacc afirmou que a rua tem o traçado tombado por ficar no entorno da Igreja São Sebastião. O traçado não pode ser modificado e, em casos como este, a subprefeitura é a responsável pelo reparo. A Subprefeitura pode acionar a Secretaria de Serviços Públicos ou outro órgão, como a Emdec ou a Sanasa. Esse reparo, entretanto, deve ser executado sob orientação do Condepacc. Procurada, a Emdec afirmou que a demanda será encaminhada ao departamento responsável para uma avaliação e resposta técnica.

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Inaê Miranda