Publicado 04 de Julho de 2015 - 8h55

Parque Ecológico, área de lazer de Campinas alvo de projeto de construção de um teatro de ópera; no destaque, projeção do futuro palco

Dominique Torquato/ AAN

Parque Ecológico, área de lazer de Campinas alvo de projeto de construção de um teatro de ópera; no destaque, projeção do futuro palco

Prefeitura de Campinas lançará na semana que vem a licitação para a obra do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas. Um edital havia sido feito no dia 26 de fevereiro, mas foi cancelado no mês seguinte após 11 empresas interessadas mandarem pedidos de impugnação. Em maio, a Administração havia informado que estava prestes a lançar nova licitação, o que acabou não ocorrendo.

As companhias apontaram divergências entre a planilha orçamentária e memorial descritivo, falta de especificações de materiais, especificações incompletas e ausência de memoriais descritivos de acústica, arquitetura, estrutura de concreto, cenotecnia, áudio e vídeo e instalações elétricas. A licitação tinha ainda projetos de arquitetura divergentes e falta de especificações técnicas em geral, como a forma de pagamento, a formação de consórcio entre empresas, o reajuste contratual, entre outros.

O secretário de Administração, Silvio Bernardin, disse que a pasta de Infraestrutura trabalha em ritmo acelerado na adequação do projeto. No documento base, o teatro foi orçado em cerca de R$ 78 milhões. Todo o custo será bancado pelo governo estadual.

A concorrência foi aberta em fevereiro, após esperar meses pela licença prévia ambiental da Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Ganharia a proposta com menor valor e propostas técnicas compatíveis ao projeto. A previsão era que os trabalhos começassem em junho deste ano, com previsão de entrega para dois anos.

O teatro será construído em uma área de 9 mil metros quadrados e terá capacidade para 1.230 pessoas. A empresa vencedora terá que fazer uma operação assistida durante três meses após a conclusão da obra, para acompanhar a instalação dos equipamentos. Entre as exigências, estará competência técnica com demonstração de que a empresa já tenha realizado uma obra desse porte. O projeto tem 18 volumes de plantas.

Localização

O prédio será feito ao lado de um dos lagos do Ecológico, onde será necessária terraplanagem e corte de árvores. O parque foi municipalizado no final do ano passado e, quando o teatro estiver pronto, seu gerenciamento também será de responsabilidade da Prefeitura.

O projeto é do arquiteto Carlos Bratke, doado pelo grupo Swiss Park, e sofreu algumas alterações para se adequar a área verde. A Prefeitura redimensionou, e mesmo com uma redução de 3 mil metros quadrados (o original era com 12 mil), a capacidade da sala foi aumentada de 1,2 mil para 1.230 lugares. A alteração foi necessária para a adaptação do projeto aos recursos que serão disponibilizados pelo governo estadual.

Para o projeto adaptado foram reduzidos espaços nas áreas de circulação e no foyer — área externa dos auditórios — local ideal para pequenas exposições, realização de coquetéis, coffee breaks, apresentações, vernissage, e outros eventos.

A sala de espetáculo também sofreu mudanças internas para ganhar melhorias acústicas e de qualidade técnica e para atender às necessidades de um teatro de ópera. Inicialmente, o desenho da sala seria no estilo elisabetano (em semicírculo). A Prefeitura pediu para que o novo desenho tenha estilo italiano (em forma de ferradura), mais propício a apresentações operísticas.