Publicado 30 de Junho de 2015 - 21h54

Por Jaqueline Harumi Ishikawa

Fotos: Jaqueline Harumi

De onde veio

Zoraya Freire nasceu há 44 anos em Natal, no Rio Grande do Norte, mas vive em Campinas (SP) desde os dois anos

O que ela faz

Zoraya é polidora de veículos na funilaria do companheiro, no DIC VI, há três anos, onde também lixa e aplica massa, mas já fez de tudo um pouco

Seu sonho

Aumentar o negócio e encontrar bons funcionários para isso

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A leveza na funilaria

Como você começou a exercer a profissão?

Vim a princípio para ele (companheiro) poder sair e eu atender os clientes, não deixar a funilaria fechada. No outro dia, peguei um para-choque e perguntei para ele como lixava porque ele estava cheio de serviço. Em três meses, já estava craque.

Foi difícil a nova rotina?

No início, trabalhava das 7h às 23h para darmos conta do serviço. Cheguei a voltar a estudar, mas o serviço era muito e tive que parar. Também ficava preocupada de deixar ele sozinho até tarde.

Você tem filhos? O que eles acham?

Tenho três filhos, dois soldados do Exército e um de 14 anos. Sempre sustentei meus filhos só. Tudo o que aparecia para fazer eu fiz: nunca tive medo de trabalho. Quando falei acharam engraçado, falaram que eu não ia aguentar por muito tempo e estou até hoje.

E os funcionários e clientes?

Todos que vêm trabalhar admiram que eu trabalho com isso. Os clientes se espantam, mas elogiam. Antes todo mundo ficava olhando, mas hoje quando não estou aqui o pessoal pergunta de mim.

O ambiente mudou com a sua chegada?

A presença de uma mulher em qualquer lugar parece que traz mais confiabilidade às pessoas. Ficam mais à vontade, conversando.

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Só na paz

Zoraya afirma que nunca brigou com o companheiro e acredita que a parceria na funilaria contribui para isso, porque os dois conhecem todos os problemas no trabalho e em casa. “O Rogério é um ótimo professor, muito detalhista, exigente e uma ótima pessoa, muito honesta”.

Ídolo

A mãe Giselia, enfermeira que criou ela e as três irmãs sozinha, e o companheiro Rogério Vieira (tem foto dele), o “patrão”

Escrito por:

Jaqueline Harumi Ishikawa