Publicado 30 de Junho de 2015 - 18h53

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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Marcar um gol significa o momento máximo para o atleta de futebol. Alguns deles, no entanto, não têm tanta intimidade assim com as redes. Por isso, quando o gol acontece, a comemoração é maior. É assim que se sente o volante Lenon, do Guarani. Autor de um dos tentos da vitória sobre o Tombense – primeira do Bugre na Série C do Campeonato Brasileiro – o jogador está longe de poder se considerar um artilheiro, mas o feito, raro para ele, é motivo de celebração e motivação para quem, no ano passado, vivia uma indefinição sobre os rumos da carreira.

Desde que subiu para o profissional em 2009, no Flamengo, Lenon já disputou 112 partidas por competições oficiais. E o gol marcado no último sábado foi apenas o quarto dessa carreira de mais de seis anos. Antes, ele já havia anotado com a camisa do Macaé, do Duque de Caxias e do Náutico – no Timbu, a vítima foi justamente a Ponte Preta, maior rival do Bugre, em jogo pela Série B.

Volante de marcação, Lenon sabe que as chances são raras e o próprio gol contra o Tombense foi a prova disso. “Não são muitos gols que eu costumo fazer, tanto é que a bola foi chorando lá pra dentro”, brinca o jogador ao descrever o lance, em que aproveitou rebatida na área e contou com um desvio do zagueiro adversário.. “Eu estava atento naquele momento. Fui feliz no lance e ainda bem que ajudou na vitória”.

A presença de Lenon na área para aproveitar o lance não é mero acaso. Foi um pedido do técnico Paulo Roberto Santos, que trabalhou a aproximação dos volantes e atenção nos rebotes, como no caso do gol. “Começamos o jogo com três volantes e o Paulo pediu bastante para usarmos o corredor e chegar na área. Tive a chance de fazer isso e, em uma das oportunidades, poder marcar o gol”

Com moral após a atuação, o volante quer aproveitar a sequência para se firmar com a camisa bugrina e pagar um pouco do passado recente. Apesar do início promissor no Flamengo, Lenon não conseguiu continuidade, foi emprestado algumas vezes e depois rodou por clubes de menor expressão do Rio de Janeiro. No ano passado, após o Carioca, viveu o momento mais difícil ao ficar durante todo o segundo semestre sem clube.

“Batalhei firme pra recuperar meu espaço no futebol. Preciso aproveitar a oportunidade de estar aqui fazendo meu trabalho e as coisas dando certo. Tenho objetivos maiores e a vontade de conquistar coisas grandes por aqui”, conclui.

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva