Publicado 30 de Junho de 2015 - 16h01

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

[email protected]

A Prefeitura declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, um conjunto de áreas que somam 66,1 mil metros quadrados, para a implantação dos futuros terminais de transferência e dos corredores dos ônibus rápidos, os BRTs. De acordo com a publicação ontem, no Diário Oficial do Município, serão desapropriados partes de glebas e de lotes para a implantação do terminal de transferência Satélite Iris, Terminal Campo Grande, dispositivo de retorno do Corredor Perimetral e para os corredores Campo Grande e Ouro Verde. A maior parte das área está situada ao longo da Avenida Ruy Rodrigues. O decreto de utilidade pública indica aos proprietários que suas terras serão desapropriadas.

A maior parte das áreas estão no trajeto do futuro Corredor Campo Grande. O Corredor Ouro Verde não deverá exigir tantas desapropriações, segundo o secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, porque seguirá a Avenida John Boyd Dunlop. A quantidade de áreas a serem desapropriadas poderá aumentar, quando o projeto executivo for concluído, disse, porque nessa etapa o trajeto será mais detalhado. O processo de desapropriação começará quando a Caixa Econômica Federal (CEF) validar o projeto dos corredores. Para um conjunto de corredores que soma mais de 35 km, a quantidade de área a ser desapropriada é pequena", afirmou

Embora com financiamento aprovado pelo Ministério das Cidades, a Prefeitura ainda não conseguiu a validação do projeto pela Caixa Econômica Federal (CEF), que é o agente financeiro. O projeto foi revisto várias vezes e somente no início de junho o banco recebeu o orçamento do projeto revisado – embora a Prefeitura não tenha informado qual o valor final da implantação dos corredores, a estimativa é de que o custo será elevado em 30% em relação aos R$ 340 milhões iniciais. Os custos com as desapropriações necessárias e as alterações nas estações de transferências entre outras adequações, elevaram os gastos com o projeto.

Uma das alterações no projeto foi a retirada do Terminal Magalhães Teixeira como estação do BRT. A Secretaria de Transportes fez as contas e conclui que precisaria investir mais de R$ 100 milhões na remodelação do terminal para que o local pudesse receber ônibus articulados ou biarticulados. O alto custo levou a secretaria a optar por deixar esse terminal para os ônibus que irão alimentar as linhas dos BRTs. Dois dois novos locais, a Avenida Campos Salles e a região do Mercado Municipal, foram estudados para receber as estações de transferências dos ônibus rápidos que farão a ligação do Centro com as regiões do Campo Grande e do Ouro Verde.

A Prefeitura espera o aval da CEF para publicar o edital para contratar o projeto executivo e a obra. O plano é implantar os corredores em 2016.O BRT será troncal – linha que tem a função de ligar duas regiões por um corredor. O problema é chegar ao Centro com esses veículos, que poderão ser articulados ou biarticulados, em uma região congestionada.

Dos R$ 340 milhões iniciais necessários à implantação do maior projeto de mobilidade da cidade, a Prefeitura conseguiu a provação de R$ 197 milhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), R$ 98 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 45 milhões de contrapartida da Prefeitura.

Os corredores do BRT irão atender uma população de cerca de 300 mil pessoas que vive nos eixos Centro-Campo Grande e Centro-Ouro Verde. A expectativa da Prefeitura era iniciar ainda este ano as obras, mas sucessivos atrasos com o projeto transferiram para 2015 o começo da construção. A implantação cçará pelo corredor Campo Grande – serão 17,8 km de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Junto com ele, será construída uma perimetral com 4 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do veículo leve sobre trilhos (VLT).

outro corredor, o Ouro Verde, terá 14,4 km de extensão, sairá do Centro, seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim e Terminal Vida Nova. O projeto contempla, além de uma pista exclusiva para os ônibus, estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo.

RETRANCA

A Secretaria de Transportes planeja abrir na pr?xima semana, a licitaç?o para contratar empresa que far? o estudo para avaliar qual modal de transporte ser? mais vi?vel econômica e tecnicamente para ligar o Centro de Campinas ao Aeroporto de Viracopos. O estudo, que ir? avaliar a implantaç?o do ve?culo leve sobre trilhos (VLT), foi ampliado, a pedido do Ministério da Cidade, para se tornar uma escolha do melhor modal. O ministério est? financiando R$ 1,5 milh?o para a realizaç?o do estudo.

“Poderemos até concluir que o VLT é a melhor opç?o, mas o estudo vai avaliar opç?es como BRTs, VLT, ve?culo leve sobre pneu (VLP), monotrilho, enfim, uma gama grande de modais”, disse o secret?rio de Transportes, José Barreiro. “ser que o estudo aponte maior viabilidade em outro tipo de modal, mas nossa intenç?o é poder contar com um leque de opç?es para definir por aquela que fora mais vi?vel técnica e economicamente”, disse. O estudo apontar estimativa de custo de implantaç?o e melhores alternativas de trajetos – a intenç?o é aproveitar os leitos ferrovi?rios desativados que cortam a cidade e também as vias urbanas. Quem vencer a licitaç?o ter? 90 dias para entregar o estudo.

ELEMENTO

36,1

KM

é a extens?o dos corredores Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral

Escrito por:

Maria Teresa Costa