Publicado 29 de Junho de 2015 - 19h08

Por Adriana Leite e Silva

Fotos Janaína de pessoas trabalhando em um supermercado

Adriana Leite

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Os setores com mais peso na economia brasileira sentem o impacto do baixo crescimento do País. O comércio sofre com a queda das vendas e o corte de postos de trabalho. Em Campinas, o setor fechou o acumulado do ano até maio com 1.310 demissões. Mas uma pesquisa nacional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que nem todos os segmentos do varejo estão dispensando pessoal. As áreas de hipermercados, supermercados, farmácias, perfumarias e cosméticos, combustíveis e lubrificantes, artigos de uso pessoal e doméstico abriram oportunidades de emprego nos últimos 12 meses.

Em Campinas e região, os segmentos apontados pelo estudo mostram o mesmo vigor que no âmbito nacional na abertura de postos de trabalho. A inauguração de novas lojas e a reposição de trabalhadores em decorrência da rotatividade movimentam o mercado local. Mas com a escassez de oportunidades a exigência aumenta na hora dos empregadores contratarem mão de obra. Qualificação e flexibilidade são as palavras-chave para o profissional que quer conseguir um emprego na área. O comércio abre durante feriados e aos finais de semana, e nem sempre o trabalhador se dispõe a enfrentar essa rotina.

A pesquisa da CNC mostrou que os vendedores e demonstradores são os profissionais mais demandados pelos segmentos do varejo campeões em vagas nos últimos 12 meses. De acordo com o levantamento, na área de combustíveis e lubrificantes, as duas posições respondem por mais de dois quartos do quadro funcional das empresas. Outro funcionário muito procurado é o operador de caixa.

Trabalhadores especializados têm valorização maior pelos empregadores. Um exemplo são os padeiros e confeiteiros que nos supermercados e hipermercados tiveram um aumento do salário médio de 30,4% acima da inflação desde 2006. O maior salário médio entre os setores avaliados foi encontrado nas farmácias. A remuneração média dos profissionais farmacêuticos ficou em R$ 2.889,80. A alta foi de 15,1% acima da inflação desde 2006.

Oportunidades

Na cidade de Campinas e na região, a abertura de novos supermercados, lojas de cosméticos, farmácias, lojas de utilidades domésticas e postos de combustíveis geram milhares de postos de trabalho. Nesta semana, a Ikesaki, uma das maiores redes de cosméticos do País, inaugura uma loja no Parque D. Pedro Shopping que gerou 202 empregos entre diretos e indiretos. A unidade será a primeira da empresa fora da Grande São Paulo. A Sephora também chegou recentemente a Campinas no Shopping Center Iguatemi e contratou profissionais. Outra que irá aportar nesta semana em Campinas, no Iguatemi, será a norte-americana Kiehl’s.

A expansão da rede de supermercados é mais um caminho para quem quer uma vaga no varejo. Mas é preciso lembrar que boa parte dos estabelecimentos abre as portas todos os dias e estende as atividades até a noite. “Acabei de ser contratada em um supermercado que abriu próximo da minha casa. Gosto de trabalhar com o público. Ainda estou me acostumando com o ritmo de trabalho, inclusive aos domingos. Antes, eu trabalhava em uma indústria”, disse a estoquista, Maria Aparecida Silva.

A coordenadora de Recursos Humanos da rede Pague Menos de Supermercados, Patricia de Carla Marcório Saroa, afirmou que o setor encontra dificuldades para preencher as vagas de pessoas com deficiência. “Temos em aberto na rede 170 postos para pessoas com deficiência. Há cargos que necessitam de experiência, mas o complicado mesmo é encontrar trabalhadores que queiram atuar no horário oferecido pelo comércio”, disse. Ela comentou que o salário médio pago pela empresa é de R$ 1.100,00.

Elemento

65,1

por cento

dos trabalhadores nas farmácias, perfumarias e cosméticos são mulheres

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Adriana Leite e Silva