Publicado 29 de Junho de 2015 - 14h27

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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A Polícia Militar (PM) livrou um ambientalista de 26 anos de ser linchado anteontem a noite, no Parque Imperador, em Campinas. Francisco Alves da Silva foi achado de joelhos, amordaçado e com as mãos amarradas para trás dentro de uma mata. Ele estava com fraturas no quadril, costelas e rosto. Segundo a Polícia, Silva foi agredido porque teria ajudado um colega a matar um funileiro de 30 anos, na manhã do mesmo dia. O ambientalista foi socorrido e levado pelo resgate ao pronto-socorro do Anchieta e depois transferido para o Hospital de Clínicas da Unicamp, onde está internado com escolta policial. Ele confessou a participação no crime e ainda apontou o autor, que foi detido e negou tudo.

Segundo a polícia, Silva, o suspeito e a vítima morava com um grupo de pessoas em um barracão desativado no Parque Imperador. O suspeito, um jardineiro de 29 anos, teria uma rixa – cujo motivo não foi revelado - com a vítima, o funileiro Wilson Ricardo dos Santos, de 30 anos, e ao vê-lo pela manhã do domingo teria iniciado uma briga. O homem foi executado dentro do barracão. Durante a briga, Silva disse que segurou a vítima para o comparsa. Após o crime, a dupla fugiu. O homicídio foi registrado no 4º Distrito Policial (DP) pela manhã e quando foi no final da tarde, a mesma equipe da PM que atendeu o crime foi acionada para atender um espancamento pelo bairro.

Como os policiais não achavam a vítima por conta da mata ser muito fechada, foi acionado o helicóptero Águia. Os autores da tentativa de linchamento fugiram. “O homem agradeceu aos policiais por chegarem a tempo de salvá-lo e admitiu que havia cometido um crime e que queria pagar pelo que fez”, contou um policial Civil.

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Alenita de Jesus