Publicado 28 de Junho de 2015 - 19h18

Por Paulo César Dutra Santana

Financeiramente, os jogos em casa pela Série B têm sido um pesadelo para o Mogi Mirim. Além de não conseguir vencer – anteontem perdeu por 1 a 0 com gol contra – o clube só vê o prejuízo aumentar. Segundo borderôs divulgados pela CBF, os quatro primeiros confrontos renderam R$ 41.394,53 de déficit.

Com os 244 pagantes e R$ 12.850,00 de renda na partida contra o CRB, anteontem, certamente este número certamente irá crescer. Diante de bilheterias negativas e sofrendo críticas pelo time limitado tecnicamente, o presidente/dono/jogador Rivaldo tomou a decisão de aumentar o preço de R$ 20,00 para R$ 100,00.

E, mesmo assim, os apaixonados pelo clube apoiam a decisão. “Jogaram tudo em cima deste rapaz. Sou torcedor do Mogi desde que existo e o que estão fazendo com ele (Rivaldo) é injusta. Ele banca tudo, assume tudo sozinho e ainda tem gente que acha que pode criticar? Se quer reclamar, então, venha ajudar”, reclama o aposentado Golhardo Suzegan.

Mesmo recebendo salário mínino como benefício – pouco menos de R$ 800 mensais – o aposentado não deixou o time na mão. “Vou pagar este cinquentão. Fazer o quê. Eu gosto do time.”

Trabalhando ha 36 aos como pipoqueiro no Romildão, Romeu Antônio de Carvalho espera por dias melhores. “Aqui teve jogo com mais de 20 mil pessoas. Tem caído a cada ano, mas confio que poderá ser como antes. Confio no Rivaldo”, diz. (PS/AAN)

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Paulo César Dutra Santana