Publicado 02 de Junho de 2015 - 19h02

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Enquanto confirmava a chegada de Paulo Roberto Santos para dirigir a equipe, o Guarani anunciou ontem o desligamento de outra peça na engrenagem do futebol do clube. Depois de muitas cobranças após o fracasso na Série A2 e pela montagem do time, o superintendente de futebol Lucas Andrino deixou o cargo. Incomodado como a forma como se desenrolou o processo, o ex-dirigente revelou que lhe foi tirada a autonomia nas decisões e que influências externas seguem prejudicando o Bugre.

O processo de “fritura” de Andrino começou para valer após a confirmação de que o time não conseguiria o acesso para a elite do Campeonato Paulista. De lá para cá, foi deixado de lado nas principais decisões tomadas, inclusive a escolha do novo treinador. “Saio porque não acredito na forma que o trabalho está sendo conduzido. Entendo que eu precisava de um pouco mais de autonomia, algo que não vinha tendo, principalmente depois do Paulista”, disse. “Erros sempre vão acontecer, mas podem ter certeza que honestidade, trabalho e dedicação ao clube não faltaram”.

A pressão recebida pela diretoria do clube por parte de pessoas que não possuem cargo no Guarani e que, segundo Andrino, interferem no dia a dia, também foi lembrada. “Existem pessoas que querem se servir do Guarani, e eu vim para servir o Guarani. No dia em que o Guarani tirar esses abutres de perto com certeza vai poder navegar em águas mais calmas. O mal do Guarani são alguns que o rodeia”.

Em relação ao seu trabalho à frente do futebol bugrino, Lucas Andrino fez uma avaliação positiva. “Avalio meu trabalho de regular para bom. Ficamos sem o acesso por uma vitória. É muito pouco. Se tivéssemos vencido o Velo Clube, talvez eu não estaria saindo. Faltou muito pouco pra alguém dizer que foi um trabalho ruim”, concluiu. (CR/AAN)

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva