Publicado 02 de Junho de 2015 - 18h27

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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Obter resultados imediatos e controlar um ambiente recheado de pressão e cercado de cobranças por todos os lados. Esta é a desafiadora missão de Paulo Roberto Santos, apresentado ontem como novo técnico do Guarani. Experiente e com passagens por diversos clubes do interior paulista - a última no São Bento durante o Campeonato Paulista -, o treinador de 56 anos assume após um péssimo início do clube na Série C do Campeonato Brasileiro, onde o Bugre somou apenas dois pontos em três rodadas e ocupa a 8ª posição de seu grupo.

Antes de seu primeiro compromisso pela equipe, marcado para o próximo sábado, diante do Juventude, em Caxias do Sul, Paulo Roberto terá poucos dias para se familiarizar com o clube. Mesmo assim, sabe que o nível de exigência será alto logo na estreia. “No futebol não tem jeito, o resultado vem em primeiro lugar. Vamos ter dois dias e meio de trabalho e tentar, com esse pouco tempo, tirar o máximo do grupo”, disse o comandante. “Não existe futebol sem pressão. Só o trabalho e resultados vão melhorar o clima”.

Blindar o grupo dos problemas também fará parte das atribuições do treinador. Apesar de saber o quanto isso pode interferir, ele quer evitar que as dificuldades do clube afetem o rendimento. “Não é fácil separar os problemas extra-campo do campo, mas temos que nos preocupar daqui pra frente com trabalho lá dentro. Temos problemas pelo começo não ser como todos desejavam, mas vamos trabalhar para resolver”, explica. “Vejo grandes possibilidades da equipe apresentar um bom futebol e atingir os resultados”, completa.

Paulo Roberto reconheceu que não conhece o elenco em sua totalidade. Por isso, primeiro quer acompanhar o time nas atividades dessa semana e ver o que tem em mãos na partida de sábado. Depois, definir as prioridades no que diz respeito à possíveis reforços. “Quero observar os atletas. Não dá para tirar conclusões precipitadas. O momento não é fácil para contratar, mas onde houver necessidade vamos procurar reforçar”.

Mesmo ciente das limitações financeiras do Guarani, o técnico já dá o recado de que não abre mão de qualificar a equipe onde achar que for preciso. “O treinador que é contratado num momento não muito satisfatório da equipe e que não tiver poder de decisão é melhor nem ser contratado. Não vim aqui para que as coisas continuem acontecendo da mesma forma. Dentro das possibilidades financeiras, as necessidades da equipe terão que ser atendidas”, avisa Paulo Roberto.

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva