Publicado 02 de Junho de 2015 - 17h18

Por Sarah Brito Moretto

Foto: arquivo

Sarah Brito

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

[email protected]

A América Latina Logística (ALL), tenta um acordo com a Prefeitura de Americana para a duplicação da linha férrea que cruza a cidade. O Executivo vai oferecer apoio em infraestrutura e desapropriações, em contrapartida, a empresa deve criar um bolsão de estacionamento, uma passarela e reforma o Mercado Municipal. As obras ocorrem em várias cidades e, em Americana, a previsão é que o processo tenha início este mês. As intervenções propostas pela empresa e com negociação junto ao Executivo na cidade devem promover mais segurança aos moradores do entorno e maior fluxo de cargas pelo sistema.

Além da duplicação em Americana, estão previstas obras em outras cidades da região, como Hortolândia, Sumaré e Nova Odessa, também palco de acidentes. De acordo com a empresa, tanto a ALL quanto Administração fizeram pedidos de contrapartida à obra. A ALL informou que as obras não têm ligação com os acidentes, mas que devem trazer mais segurança.

Entre os pedidos, a ALL quer que o município desaproprie as áreas e elabore os projetos executivos de engenharia do viaduto de ligação da rua dom Pedro II à avenida Bandeirantes e passarela, solicitados pelo Executivo.

A Prefeitura também , durante as obras de duplicação, que a ALL construa uma cerca em toda a via férrea em perímetro urbano até a conclusão das obras de duplicação. O Executivo também solicitou a eliminação de paradas de trens para cruzamento em perímetro urbano e implantar, no projeto de duplicação, trilhos de barra longa contínuos (soldados).

Outro pedido é doar, quarto meses antes do início das obras de duplicação, R$ 350 mil para a prefeitura construir uma passarela no Conjunto Residencial Guaicurus e executar obras de melhorias na sinalização viária.

A companhia informou, por meio de assessoria de imprensa, que é prioritária a duplicação da malha de Campinas a Itirapina (que na região passa ainda por Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa e Americana. Segundo a empresa, a troca de dormentes visa a segurança na malha ferroviária.

A execução de obras condicionantes para a realização do projeto depende do início das obras de duplicação, de acordo com a concessionária. Também em nota, a ALL informou que os pedidos da prefeitura debatidos em novo encontro, a ser realizado na sede da empresa em Curitiba. Não foi informado a data. Já a troca de dormentes seria realizada periodicamente como parte dos trabalhos de manutenção da linha férrea.

Em nota, a Prefeitura de Americana informou que “quer que o processo seja agilizado para promover melhorias na questão da mobilidade urbana, propondo projetos que promovam o bem-estar da população e o que for melhor para a cidade”. Segundo a Prefeitura, a reunião foi o primeiro contato da empresa com a atual administração.

Intertítulo - Acidente

O maior acidente foi em Americana, em 2010, quando o ônibus 141 da Viação Cidade de Americana (VCA) foi atingido pelo trem de carga em uma passagem de nível no Centro, arrastado por cerca de 100 metros e partiu ao meio. O acidente resultou na morte de nove pessoas e deixou dezenas de feridos.

Intertítulo – Outras cidades

Em Sumaré, a malha férrea que passa no perímetro urbano também é alvo de obras para aumentar a segurança. No início do ano, o entorno da linha do trem da América Latina Logística começou a ser cercada, como parte de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre Ministério Público Federal (MPF), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Prefeitura e empresa.

A medida faz parte do acordo que também foi feito com as prefeituras de Hortolândia e Campinas, para melhorar os trechos das malha ferroviária que passam por estas cidades. Para cada uma das cidades que fazem parte do acordo com o MPF, foram determinadas obras a serem realizadas pela ALL e obras complementares executadas pelas prefeituras. A obra em Sumaré é a primeira entre as cidades do TAC.

Escrito por:

Sarah Brito Moretto