Publicado 02 de Junho de 2015 - 14h35

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Foto: Alenita Ramirez

Um homem de 41 anos foi morto com golpes de paralelepípedo na cabeça e rosto no final da noite de anteontem, no terreno da antiga rodoviária, no bairro Botafogo, em Campinas. Ezequiel Vieira da Silva era morador de rua e foi achado pela Polícia Militar (PM) após denúncias anônimas ao lado de uma coluna de concreto. O autor do crime, o servente Luciano Barboza, de 35 anos, se entregou cerca de 6h depois no 1º Distrito Policial (DP), quando a polícia registrava o boletim de ocorrência (BO) de homicídio. Ele foi preso e encaminhado para a cadeia anexa ao do 2º DP. O suspeito alegou que era assediado por Silva, que era gay.

O crime foi por volta das 23h40. Segundo a Polícia Civil, o servente mora em Mogi Guaçu e estava em um alojamento na cidade por conta de um serviço na área da construção civil. O homem teria dito que desde que chegou na cidade, há cerca de duas semanas, vinha recebendo convites da vítima para sair, até que anteontem à noite, ao passar pela Rua Barão de Parnaíba, ele voltou a ser assediado e disse que perdeu a cabeça, pegou o paralelepípedo e agrediu Silva. Após o espancamento ele fugiu e foi até um bar nas proximidades, onde bebeu algumas doses de pinga e foi aconselhado por algumas pessoas para se entregar. "Ele chegou calmo e disse que queria se entregar porque tinha matado uma pessoa. Ninguém acreditou na hora, mas ele deu detalhes do crime e então o prendemos", contou um policial civil.

Segundo o suspeito, ele teria avisado para a vítima que gostava de mulheres e que não queria ser mais assediado. Barboza tem passagem criminal por roubo.

O RG da vítima foi achada no bolso da calça por agentes do Instituto Médico Legal (IML) durante autópsia.

SOS Rua

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, representantes da ONG SOS Rua, ligada a Secretaria de Assistência, Cidadania e Inclusão Social, informou que Silva não constava como morador de rua, já que não há cadastrado dele. A ONG faz trabalho de abordagem com os moradores de rua todos os dias. Além de tentar convencê-los a ir para o Albergue Municipal, as assistentes fornecem cobertores para os abordados. Segundo dados da Secretaria de Assistência, Cidadania e Inclusão Social, em fevereiro deste ano haviam 642 moradores de rua em Campinas, sendo 277 só na região Leste, que abrange o centro.

A operação inverno começou em maio e funciona das 8h às 24h, de segunda a sexta-feira e nos finais de semana das 18h às 24h.

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Alenita de Jesus