Publicado 02 de Junho de 2015 - 14h04

Por Sarah Brito Moretto

Fotos: Sarah

Sarah Brito

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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As árvores da espécie ficus e paineira, que corriam riscos na Avenida Orosimbo Maia, ganharam proteção essa semana. Para reparar o solo e evitar a exposição das raízes, a Prefeitura de Campinas realizou as obras para segurar as plantas. Foi necessário recuperar o talude e o Departamento de Parques e Jardins (DPJ) optou, após estudo, concretar o local. A outra opção seria colocar grama na descida. O problema foi alvo de reportagem do Correio Popular na segunda quinzena de maio.

Os moradores tinham medo de que as árvores não suportassem ventos e chuvas fortes, além de alagamentos, comuns no local. As árvores ficam na margem do córrego, plantadas na descida para o rio e estavam com metade das raízes expostas pela erosão. Segundo pessoas que trabalham no entorno, o problema ocorre há três anos.

Também havia lixo e entulho nas erosões, com risco de acumular água da chuva e ser um criadouro do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti.

A maior delas fica próxima ao número 570 da avenida. Em dezembro do ano passado, as árvores foram alvo de denúncia no Correio Popular. Na ocasião, a Prefeitura de Campinas informou que vistoriou o local e que a árvore estava saudável, embora o solo onde estava plantada tenha sofrido erosão.

O engenheiro responsável pela obra, Antonio José Paes, a recuperação do talude do córrego envolve a recomposição do aterro e o revestimento do talude com concreto armado. A obra está sendo feita há duas semanas. Segundo ele, o canal recebe manutenção contínua, e que pode ser que outro trecho apresente problema. “É um canal muito antigo. Optamos pelo concreto porque a velocidade de escoamento do canal é muito alta, então a grama não aguenta. Na primeira chuva o material vai embora. O concreto resiste mais”, disse.

Para os transeuntes, a medida foi importante pois o local ficou mais seguro. “Antes, quando chovia, a gente achava que a árvore ia junto. Ainda mais quando o córrego enchia, porque cria aquela correnteza”, disse a operadora de telemarketing Silvana de Campos, de 42 anos.

A dona de casa Amarília Fernandes, de 42 anos, afirmou que o uso do cimento foi errado, porque pode matar a árvore. “Agora ela não tem muito para onde crescer, eu acho. E também deve ficar mais difícil para segurar o tronco”, disse. O frentista Raimundo Silva, de 54 anos, aprovou a obra, pois ficou melhor para caminhar na calçada. “Estava cedendo o solo, caindo para o rio. Agora achei que resolveu”, disse.

Intertítulo – Prefeitura

A Prefeitura de Campinas informou que o DPJ possui um laudo que indica que as árvores não oferecem risco de queda.

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Sarah Brito Moretto