Publicado 03 de Junho de 2015 - 23h50

Por Agência Estado

Com 128 gols, Rogério Ceni se torna, junto com Raí, o 10º maior artilheiro da história do São Paulo

Miguel Schincariol/AE

Com 128 gols, Rogério Ceni se torna, junto com Raí, o 10º maior artilheiro da história do São Paulo

Rogério Ceni viveu um clássico de altos e baixos nesta quarta-feira (3), no estádio do Morumbi, na capital paulista. Contra o Santos, pegou pênalti, falhou em um lance e para o bem dele e do São Paulo, marcou o gol decisivo, o da vitória por 3 a 2, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Agora o goleiro chegou a 128 gols e ao lado de Raí é o 10.º maior artilheiro da história do clube.

O novo técnico do São Paulo, o colombiano Juan Carlos Osorio, viu de perto um resultado que deixa o time na parte da cima da tabela de classificação, com 10 pontos, e segura o Santos na zona intermediária, com 5. O 3 a 2 recompensou o time que mais buscou a vitória durante o jogo, mesmo sem ser brilhante.

O 100.º San-São disputado no Morumbi teve o típico roteiro de clássico em que no intervalo se muda a história do jogo. O primeiro tempo lento e monótono deu lugar a uma segunda metade de intensas disputas e futebol ofensivo e veloz das duas equipes.

O novo técnico do São Paulo chegou ao estádio no ônibus do time, foi ao campo acompanhar o aquecimento dos jogadores e subiu ao camarote da presidência para ver o jogo. Ao lado dos dirigentes, o colombiano, que aguarda o visto de trabalho para estrear, viu em campo o resumo dos defeitos da equipe na temporada.

Lento na transição para o ataque, inseguro pelas falhas da defesa, com pouca profundidade e de muitos toques laterais, o São Paulo do primeiro tempo dominava o jogo, mas sofria para criar. A bola rondava a área sem levar perigo e o time sofria para achar algum espaço.

Se faltava brilho, pelo menos sobrava atitude ao São Paulo, ao contrário do Santos. A equipe da Vila Belmiro mal conseguia avançar e sentia falta de Robinho. Sem o atacante, que está na Seleção Brasileira, faltava alguém para segurar a posse de bola perto da área. Com Lucas Lima apagado, Geuvânio bem marcado e os laterais sem avançar, o time não tinha opções.

O sonolento primeiro tempo teve breves momentos interessantes graças a gols de bola parada. Premiado pelo domínio e por algumas chances perigosas, o São Paulo saiu na frente aos 33 minutos. Michel Bastos cobrou falta com força. O tiro cruzado pegou Vladimir de surpresa. Na única chegada ao ataque, o Santos ganhou um presente. Denilson colocou a mão na bola e Ricardo Oliveira precisou do rebote do pênalti após a defesa de Rogério Ceni para igualar.

Somente nos cinco primeiros minutos, o segundo tempo teve acontecimentos mais interessantes do que toda a etapa inicial. O goleiro santista Vanderlei entrou no time e voltou a jogar depois de dois meses, Ricardo Oliveira virou a partida em uma falha grotesca de Rogério Ceni e Paulo Miranda igualou logo depois, de cabeça.

Os gols deixaram o jogo em aberto e fizeram a torcida finalmente se manifestar. A noite fria e de véspera de feriado não cativou, embora os poucos presentes resolveram pedir por Luis Fabiano em campo. O camisa 9 entrou em campo no lugar de Alexandre Pato, que saiu vaiado, e deu ao time mais presença na área.

O jogo continuou indefinido até os 39 minutos. Carlinhos caiu na área, o árbitro marcou pênalti e Rogério Ceni converteu. Como logo depois Marquinhos Gabriel foi expulso, o Santos não conseguiu reagir ao golpe.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 3 x 2 SANTOS

SÃO PAULO - Rogério Ceni; Bruno (Hudson), Paulo Miranda, Dória e Carlinhos; Denilson, Souza, Thiago Mendes (Centurión), Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Alexandre Pato (Luis Fabiano). Técnico: Milton Cruz (interino).

SANTOS - Vladimir (Vanderlei); Daniel Guedes, David Braz, Werley e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Rafael Longuine (Gabriel), Geuvânio (Marquinhos Gabriel) e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.

GOLS - Michel Bastos, aos 33, e Ricardo Oliveira, aos 46 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira, a 1, Paulo Miranda, aos 4, e Rogério Ceni (pênalti), aos 39 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Michel Bastos, Denilson, Renan Ribeiro (no banco de reservas), Rogério Ceni e Paulo Miranda (São Paulo); Ricardo Oliveira, Lucas Otávio e Werley (Santos).

CARTÃO VERMELHO - Marquinhos Gabriel (Santos).

ÁRBITRO - Thiago Duarte Peixoto (SP).

RENDA - R$ 420.465,00.

PÚBLICO - 13.847 pagantes.

LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

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Agência Estado