Publicado 01 de Junho de 2015 - 20h31

Por Carlos Rodrigues

Horley Senna garantiu que o Guarani tentou entrar em contato com a Justiça do Trabalho

César Rodrigues/AAN

Horley Senna garantiu que o Guarani tentou entrar em contato com a Justiça do Trabalho

Depois de definir oficialmente na manhã desta segunda-feira, 1, a saída de Ademir Fonseca, a diretoria do Guarani concentrou esforços na busca por outro técnico. E promete apresentar nesta terça-feira, 2, seu novo comandante. Apesar do clube não confirmar o acerto à espera de um sim definitivo e da assinatura de contrato, tudo indica que Paulo Roberto Santos será o responsável por dirigir o time na sequência da Série C do Campeonato Brasileiro. A cautela, no entanto, faz com que os cartolas bugrinos garantam que, se não der certo o plano A, outro nome já está engatilhado.

O dia foi de conversas, negociações e a busca por um nome de consenso. A lista de pretendentes foi vasta, mas vários fatores pesaram. O principal deles, claro, a questão financeira. Toninho Cecílio, que dirigiu o XV de Piracicaba no Paulistão, teria pedido R$ 100 mil para ele e a comissão técnica, valor absolutamente irreal para o Guarani. Sérgio Guedes e Mazola Júnior também tiveram seus nomes discutidos, mas a ligação de ambos com a rival Ponte Preta impediu qualquer aproximação. Até mesmo Josué Teixeira, campeão da Série C no ano passado pelo Macaé e que recentemente comandou o ABC, foi lembrado, mas sem qualquer tipo de avanço.

À favor de Paulo Roberto Santos pesam alguns fatores. Depois de dirigir o São Bento no Estadual, o treinador ficou sem clube e busca uma colocação em alguma equipe que disputa o Campeonato Brasileiro. Por conta disso, chega sem pedir um salário alto, o que agrada a diretoria bugrina. Além disso, ele não deve trazer muita gente para acompanhá-lo - possivelmente apenas um auxiliar-técnico. Com isso, o Guarani poderá manter a comissão fixa e não terá mais profissionais na folha de pagamento.

Paulo Roberto Santos também não se opôs à montagem feita no elenco para a Série C. Como o grupo já está praticamente fechado, apenas contratações pontuais serão feitas para suprir as principais carências do time.

Ademir Fonseca

Demitido após não conseguir dar sequência a um trabalho elogiado durante a Série A2 do Campeonato Paulista, Ademir Fonseca esteve nesta segunda no Brinco de Ouro para acertar sua saída. Como o contrato feito até o final da temporada previa multa rescisória, o treinador negociou com a diretoria e aceitou receber metade a que tinha direito.

"É um cara sério, que foi comprometido aqui em todos os momentos, mas pelos resultados dos últimos cinco jogos (onde o time não venceu nenhuma vez) ficou difícil sustentar a permanência dele" , disse o presidente Horley Senna.

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Carlos Rodrigues