Publicado 04 de Junho de 2015 - 5h30

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, exortou ontem o Banco Central a “continuar vigilante” para evitar mais aumento de preços. A declaração foi feita em Paris, onde o ministro participa de uma reunião na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com ele, “foram feitos alinhamentos necessários de preços”, mas a intervenção do BC é essencial para impedir que esse movimento se transforme em “processo de inflação”.Questionado sobre o aumento dos preços, Levy os atribuiu a dois fatores: correções de tarifas represadas e a escassez de água, em especial em São Paulo. “Foram feitos diversos alinhamentos necessários. Faltou faltou água e o preço subiu em várias cidades importantes que entram no cálculo de inflação. Em todo o Estado de São Paulo faltou água, e é normal que em uma situação de escassez haja reflexo nos preços”. De acordo com o ministro, a crise hídrica torna a trajetória da inflação difícil de prever. “A gente não sabe como será o quadro hídrico no ano que vem, mas no caso da energia elétrica há probabilidades de termos menos dificuldades do que neste ano. Assim, alguns desses aumentos de preços devem se reverter na medida em que as condições da oferta também se ajustem”. (Da Agência Estado)