Publicado 02 de Junho de 2015 - 5h30

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, fez uma retrospectiva das medidas de ajuste fiscal adotadas pela nova equipe econômica durante seminário sobre política fiscal na Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele apontou que a meta é que o ajuste fiscal dure dois anos, ou seja, saindo do déficit primário de 0,6% do PIB no ano passado para um superávit de 1,1% este ano e 2% a partir de 2016. “O Brasil está elevando gradualmente seu resultado primário para garantir a estabilidade da macroeconomia e viabilizar a recuperação do crescimento de modo sustentável”, reafirmou. Segundo ele, a redução do déficit nominal será um pouco mais rápida, com a projeção de que se chegue a um saldo negativo de 2,3% do PIB em 2017. “O esforço fiscal é substancial, mas ainda assim é mais gradual do que o projetado em 2014, e leva pelo menos dois anos. O Brasil já fez isso em outras oportunidades, principalmente de 1997 para 1999”, acrescentou. O ministro também disse que o governo vem adotando uma série de iniciativas para complementar a estratégia de reequilíbrio fiscal e promover maior recuperação da economia. Para elevar a produtividade, são três eixos básicos: aumento do capital físico por trabalhador; aumento do capital humano; e reformas institucionais. “O primeiro passo é o reequilíbrio macroeconômico, condição necessária, mas não suficiente. Ele está sendo complementado por uma política ativa de maior investimento em infraestrutura, educação e desenvolvimento institucional, para melhorar o funcionamento da economia”, afirmou. Ele foi questionado se o pacote de infraestrutura já estaria todo pronto e se as empresas investigadas na Operação Lava Jato vão poder participar das licitações. “Esse tipo de iniciativa fica pronta só quando termina. Na verdade, 99% já está alinhado. Falta alguns aperfeiçoamentos aqui e ali em alguns projetos, mas eu diria que já estão praticamente 100% definidos os principais investimentos”, disse. Ele lembrou que são várias iniciativas em portos, aeroportos, rodovias e ferrovias no tempo próprio de cada uma delas. Sobre a participação das empresas que estão sendo investigadas pela Operação Lava Jato, Barbosa disse não ter informações precisas de como será feito. (AE)