Publicado 29 de Junho de 2015 - 19h05

Que Estranho Chamar-se Federico (Telecine Cult, 15h45, 12 anos), de Ettore Scola, comoveu Veneza no festival de cinema de 2013 por ser um retrato carinhoso do diretor ao grande mestre italiano Federico Fellini e no qual revive uma amizade que durou até a morte deste em 1993. O filme mistura ficção e documentário por meio de imagens de arquivo e encenações (incluindo o jovem Scola, que conviveu com Fellini a partir de 1947) a fim de retratar a vida e a obra do cineasta desde a estreia até receber o quinto Oscar, este, pelo conjunto da obra — no ano em que morreu. Há cenas dos dois jovens, além de arquivos, documentos, gravações da voz de Fellini, trecho de filmes de ambos etc. A perspectiva é de um narrador que se locomove pelos cenários reconstituídos a partir da chegada de Fellini, saído de Rimini (cidade natal retratada em Os Boas Vidas, de 1943) para a vida em Roma, onde atuou inicialmente como cartunista. Para os cinéfilos, o filme é prato cheio e para quem não o conhece, eis a chance de entrar em contato com um dos maiores cineastas do todos os tempos.