Publicado 01 de Junho de 2015 - 19h05

Mulheres são as protagonistas na programação de cinema do Sesc-Campinas em junho. Ao longo do mês, serão apresentados nove títulos com histórias de mulheres em diferentes épocas, culturas e dramas. A mostra começa hoje com o americano produzido em preto e branco Frances Ha (2012), dirigido por Noah Baumbach. O filme conta a história de Frances (Greta Gerwig), uma aprendiz de uma companhia de dança, insatisfeita com o trabalho. O filme retrata com certo humor, a geração de jovens confusos do século 21. Amanhã, tem a produção brasileira Elena, de Petra Costa. A protagonista quer realizar o mesmo sonho da mãe: se tornar atriz de cinema. Para isso, deixa para trás o passado obscuro e também sua irmã Petra, de 7 anos. Duas décadas depois, Petra também se torna atriz e vai para Nova York em busca de Elena.

A programação traz ainda o polonês Ida, de Pawel Pawlokowski, sobre Anna (Agata Trzebuchowska), jovem pronta para se tornar freira, que, por insistência de sua superiora vai visitar Wanda (Agata Kulesza), única família que lhe resta. Para as crianças há os filmes de animação Nausicaä do Vale do Vento e Valente. No primeiro, produção japonesa, após uma guerra que destruiu a civilização humana, Nausicaä, filha do rei do Vale do Vento, precisa salvar seu povo de outros perigos. Valente, animação da Pixar, conta a história de Merida, uma princesa que não pretende se casar.

O cinema francês está representado na também animação Persépolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, tendo como enfoque a luta de uma iraniana de oito anos que tem que lidar com as mudanças decorrentes da revolução em seu País. A mostra traz ainda o filme brasileiro As Hiper Mulheres, sobre a vida numa comunidade indígena; e o sueco Nós Somos as Melhores!, de Lukas Moodyson, que conta a história de duas amigas de 12 anos que decidem montar uma banda punk. O alemão Acima das Nuvens, de Olivier Assayas, fecha a mostra com chave de ouro. O filme revela a insegurança de Maria (Juliette Binoche), uma famosa atriz que é convidada a interpretar uma nova versão da peça que a tornou famosa, fazendo uma personagem mais madura. Uma reflexão sobre o tempo e a forma como o enxergamos.