Publicado 30 de Junho de 2015 - 5h30

A Polícia Militar (PM) livrou um ambientalista de 26 anos de ser linchado anteontem à noite, no Parque Imperador, em Campinas. Francisco Alves da Silva foi achado de joelhos, amordaçado e com as mãos amarradas para trás dentro de uma mata. Ao verem a movimentação da polícia, os agressores fugiram. Ele estava com fraturas no quadril, costelas e rosto. Segundo a Polícia, Silva foi agredido porque teria ajudado um colega a matar um funileiro de 30 anos, na manhã do mesmo dia. O ambientalista foi socorrido e levado pelo resgate ao pronto-socorro do Anchieta e depois transferido para o Hospital de Clínicas da Unicamp, onde está internado com escolta policial. Ele confessou a participação no crime. O suposto autor também foi detido, mas negou tudo. Segundo a polícia, Silva, o suspeito e a vítima moravam com um grupo em um barracão desativado no Parque Imperador. O suspeito, um jardineiro de 29 anos, teria uma rixa — cujo motivo não foi revelado — com a vítima, o funileiro Wilson Ricardo dos Santos, de 30 anos, e ao vê-lo pela manhã de domingo teria iniciado uma briga. O homem foi executado dentro do barracão. Durante a briga, Silva disse que segurou a vítima para o comparsa. Após o crime, a dupla fugiu. O homicídio foi registrado no 4 Distrito Policial (DP) pela manhã e quando foi no final da tarde, a mesma equipe da PM que atendeu o crime foi acionada para atender um espancamento pelo bairro. Como os policiais não achavam a vítima por causa da mata ser muito fechada, foi acionado o helicóptero Águia. “O homem agradeceu aos policiais por chegarem a tempo de salvá-lo e admitiu que havia cometido um crime e que queria pagar pelo que fez”, contou um policial civil. (Alenita Ramirez/AAN)