Publicado 30 de Junho de 2015 - 5h30

Com uma vazão em torno 4,90m3/s, registrada ontem e no domingo na captação de Valinhos, o Rio Atibaia, acendeu o estado de alerta. O Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) afirma que os índices são preocupantes e que, se não chover entre hoje e amanhã, será emitido o sinal de alerta. O consórcio espera ainda que a Sabesp libere um volume maior de água do Atibaia hoje. Caso isso não ocorra, os participantes da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico avaliam solicitar a liberação ao órgão para ajudar os rios da região. O objetivo é evitar o estado de restrição — o que pode levar os municípios a adotar medidas drásticas como o rodízio. Gerente técnica do consórcio PCJ, Andréa Borges explica que o limite mensal de liberação do Cantareira para o PCJ é de 3,5m3/s. Na média mensal de junho, foram liberados 1,5m3/s. “A ideia é liberar o mínimo possível, mas como o mês está acabando a Sabesp poderia liberar mais para dar um fôlego para gente. Hoje (ontem) foi liberado 2,3m3/s para o PCJ. Em compensação para o Alto Tietê, a liberação máxima deles é 13,5m3/s e a média do mês está em 13,5m3/s. Acredito que pelo fato de os rios estarem próximos do estado de alerta, essa liberação seja maior amanhã (hoje). Caso isso não ocorra, durante a reunião da câmara técnica poderemos solicitar aos gestores o aumento.”

O consórcio publica duas vezes por semana o estado das vazões nas Bacias PCJ. Entre sexta-feira e domingo a vazão média do Alto Tietê ficou em 5,36m3/s. Isoladamente, a telemetria, na captação de Valinhos, chegou a registrar 4,9m3/s no domingo e 4,8m3/s ontem. O estado de alerta é emitido quando esse índice está entre 4 e 5m3/s. Abaixo de 4m3/s é emitido o estado de restrição. O estado de alerta não restringe o uso da água, mas chama a atenção dos usuários para a proximidade de uma restrição. Já o estado de restrição determina reduções de captação da água dos rios para abastecimento público e para matar a sede de animais em 20% do volume diário outorgado. Para uso industrial e irrigação a redução é de 30% do volume diário outorgado; todos os demais usos são paralisados durante o estado de restrição.

Em Campinas, a situação é um pouco mais confortável, segundo Marcos Lodi, coordenador de comunicação da Sanasa, já que o município conta com o “incremento” de água do Córrego Pinheiros, o que eleva a captação em aproximadamente 1m3/s. “A cidade requer 3m3/s. Se estamos com 5,95 temos água para abastecer Campinas. É lógico que os índices acendem um sinal de alerta em relação à qualidade da água. Em outubro passado ficamos 10 dias sem água em alguns bairros, por conta não da falta d’água, mas da qualidade. A Sanasa só vai entregar água para população se estiver com qualidade”, disse. (Inaê Miranda/AAN)