Publicado 05 de Junho de 2015 - 5h30

Uma das problemáticas mais acintosas em relação às infrações de trânsito refere-se à própria finalidade da sanção, cujo conteúdo deverá ter seu núcleo revestido de um objetivo pedagógico, em detrimento daquele exclusivamente arrecadatório. E essa essência pedagógica encontra legitimidade e legalidade no Código de Trânsito Brasileiro. No entanto, de forma antagônica, o poder público opera de forma a consolidar uma política puramente arrecadatória, eximindo-se do viés “oneroso” que seria promover a educação e a segurança dos seus cidadãos. E isso se dá com o intuito de a administração pública, de modo simples, rápido e fácil, investir seus recursos com o intuito quase exclusivo de arrecadar, consolidando a chamada “indústria da multa”. Mas não atribuamos a "culpa" exclusivamente à administração: nosso trânsito é formado, também, por aquela minoria que atira a bituca de cigarro pela janela do carro, confundindo as vias públicas com seus lares. É árdua a tarefa de tentar educar o ineducável.