Publicado 05 de Junho de 2015 - 5h30

Protetores de Campinas se reuniram para fazer um dos maiores resgates de animais da história da cidade. Eles capturaram 110 gatos e uma cachorra que viviam espremidos na casa de uma acumuladora na região do Ouro Verde. Devido à quantidade de animais, a ação começou na noite da última quarta-feira e só terminou na madrugada de ontem, por volta das 2h30, contando com uma força-tarefa de pelo menos 13 ativistas.

O pedido de ajuda partiu da própria acumuladora, que, mesmo com resistência, concordou em doar os bichos.

“Os animais estão muito debilitados e estressados” , disse a protetora Juliane Wildemann, do grupo OperaCÃO Resgate. “Alguns estão com sérios problemas nos olhos. Estavam em condições muito precárias, em um espaço minúsculo, de cerca de 2 x 2 metros, em meio ao próprio xixi e cocô.”

Além da ajuda médica-veterinária, os protetores precisam agora de ração, potes para água e comida, produtos de limpeza, jornais, cobertores, remédios, vermífugos e recursos para todas as castrações dos animais resgatados.

E, além da própria questão de saúde, têm ainda que arrumar 110 lares definitivos para todos os gatos dentro do prazo de 30 dias. É que para poderem fazer o resgate, encontraram uma pessoa que cedeu um espaço para abrigá-los por um mês, conta Heliet, do grupo ativistas 269life. “Foi um ato de coragem termos resgatado assim. Agora temos que correr contra o tempo, porque a segunda-feira começa, a vida das pessoas segue, mas todos esses gatos, em 30 dias, não terão para onde ir”, referindo-se ao iminente despejo.

O local onde os bichanos estão não será divulgado porque os protetores temem que mais animais sejam abandonados na porta da casa — prática comum onde há abrigos. Para encontrar alguém que se disponibilizasse a emprestar o espaço foram três dias de buscas. A denúncia foi recebida no domingo, quando os ativistas começaram a mobilizar-se.

A ação contou com o suporte dos veterinários Alexandra Pavanello e Roberto Steverson, que prestaram os primeiros atendimentos médicos. A cachorra, especificamente, foi batizada de Branca e ficou sob a tutela do OperaCÃO Resgate, que a encaminhou a uma clínica veterinária, onde, além dos cuidados de saúde, ficará hospedada até encontrar um lar temporário ou permanente.