Publicado 04 de Junho de 2015 - 5h30

Policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) prenderam cinco pessoas — quatro homens e uma mulher — acusados de roubo de cargas e distribuição de drogas em Sumaré e região. A operação aconteceu entre segunda e terça-feira, no Jardim Denadai, e foi divulgada ontem pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).

Com o grupo, foram apreendidos cinco fuzis de calibres 223 (quatro) e 762, todos de uso restrito, três pistolas 380 e uma de calibre .40, um revólver de calibre 38, dezenas de carregadores de armas, 926 projéteis e cinco coletes balísticos, além de cinco veículos de luxo, uma moto, R$ 22 mil e dados da contabilidade da movimentação de drogas pelo grupo.

Segundo o Denarc, o grupo pertence à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) é responsável por dois grandes roubos de cargas recentes em Campinas. Um deles é o do caminhão com carga avaliada em R$ 800 mil da Samsung, que tinha acabado de sair do Aeroporto Internacional de Viracopos, no dia 14 de maio, na Via Anhanguera. No ataque, o caminhão foi colocado atravessado na alça de acesso ao Anel Viário Magalhães Teixeira e os bandidos roubaram outros motoristas que passavam pela via. O outro crime foi o assalto ao terminal de cargas de Viracopos, no dia 2 de fevereiro, quando foram levados R$ 11 milhões em aparelhos eletrônicos.

Os policiais chegaram à quadrilha após quatro meses de investigações. Ao longo dos trabalhos, eles identificaram o líder do bando, o motorista J.C.V.R., de 24 anos, conhecido como Juninho. A partir do monitoramento do suspeito, os policiais conseguiram traçar a estrutura e o modo de operação da quadrilha. O Denarc cumpriu sete mandados de busca e apreensão e um de prisão, que terminaram na detenção de Juninho e dos outros quatro acusados — o polidor de veículos E.R.P.S., de 31 anos, o auxiliar de estoque F.M.S., de 35, da empregada doméstica J.S., de 36, e do motorista R.F., de 29 anos. Eles foram encaminhados para detenção na Capital.

Carga

Segundo a SSP, os roubos de cargas foram atribuídos ao bando depois que os policiais constataram que uma das armas achadas com os suspeitos era de um policial que foi rendido junto com outros motoristas no ataque da Anhanguera, em maio, e também os cinco coletes à prova de bala que pertenciam aos vigias de Viracopos.

Ainda conforme informações da pasta, em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, disse que a prisão desta quadrilha “é um grande golpe contra o crime organizado”.

A polícia continua investigando o grupo para checar se há mais gente envolvida. A investigação feita até então indica a relação do grupo com roubo de carga, tráfico de drogas e roubo a caixas eletrônicos.

Segundo o delegado divisionário da Dise Alberto Pareira Mateo Junior, o bando estava preparado para um novo assalto que a polícia ainda não descobriu, na hora da detenção. “O material apreendido era de altíssima tecnologia e de grande destruição. O crime organizado vem controlando o tráfico e o roubo de carga quase em sua totalidade. Eles investem no tráfico para que cresça e se torne forte. Todo o dinheiro conseguido através dos roubos de cargas era investido no tráfico.”